Abzeme
Filósofo árabe
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Abzeme
Filósofo árabe
Abu Maomé Ali ibne Amade ibne Saíde ibne Hazme (em árabe: أبو محمد علي بن احمد بن سعيد بن حزم; romaniz.: Abū Muḥammad ʿAlī ibn Aḥmad ibn Saʿīd ibn Ḥazm; Munte Lixum, Califado de Córdova, 7 de novembro de 994 – Munte Lixum, 15 de agosto 1064, / 456 AH), mais conhecido como ibne Hasme,, ibn Khazem, ou Abenházam, aportuguesado como Abzeme, ou ibne Házeme, ibne Hazme, também referido como Alandalusi Azairi (al-Andalusī aẓ-Ẓāhirī) foi um erudito, poeta, historiador, jurista e teólogo andalusino, considerado o pai da religião comparada. Descrito como...
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Abu Maomé Ali ibne Amade ibne Saíde ibne Hazme (em árabe: أبو محمد علي بن احمد بن سعيد بن حزم; romaniz.: Abū Muḥammad ʿAlī ibn Aḥmad ibn Saʿīd ibn Ḥazm; Munte Lixum, Califado de Córdova, 7 de novembro de 994 – Munte Lixum, 15 de agosto 1064, / 456 AH), mais conhecido como ibne Hasme,, ibn Khazem, ou Abenházam, aportuguesado como Abzeme, ou ibne Házeme, ibne Hazme, também referido como Alandalusi Azairi (al-Andalusī aẓ-Ẓāhirī) foi um erudito, poeta, historiador, jurista e teólogo andalusino, considerado o pai da religião comparada. Descrito como um dos mais estritos intérpretes dos hádices, foi um dos principais proponentes e codificadores da escola de jurisprudência islâmica zahiri (sunita). A Enciclopédia do Islã refere-se a ele como um dos maiores pensadores do mundo islâmico. Produziu cerca de 400 obras (totalizando cerca de 80 000 páginas), das quais apenas 40 chegaram à nossa época. Sua produção abrange várias áreas do conhecimento, tais como jurisprudência islâmica, história, genealogia, ética, teologia e religião comparada. Seu grande tratado histórico-religioso al-Fiṣal ('Discriminação') critica não só o judaísmo e o cristianismo, mas também as seitas muçulmanas heterodoxas - embora ele próprio tenha rompido com a ortodoxia, nos campos jurídico e teológico, apoiando o sistema zahirita. Particularmente interessante é o seu tratado sobre o amor Ṭawq al-ḥamāma ('O colar da pomba'), onde a parte teórica é acompanhada por lembranças autobiográficas e anedóticas, com citações extensas de seus próprios versos. Nele, o autor relata a existência de homossexualidade feminina e masculina na comunidade islâmica, em particular a andalusa, condenado tais práticas como pecado à luz dos textos religiosos, mas advogando contra a pena de morte. Declara-se contra a visão de que era uma condição irredímivel e merecedora da mais elevada punição, e sugere reduzir a punição a apenas dez chibatadas.
Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. · Imagem: Xosema (CC BY-SA 4.0) ·