Aduli

Nº Q5897714 ★★★

Rara · Personalidades

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Maomé ibne Iáia Aduali (em árabe: محمد بن يحيى الذهلي; romaniz.: Muḥammad ibn Yaḥyā al-Dhuhlī; Nixapur, c. 172 A.H. (788/9) – janeiro ou fevereiro de 872), nome pelo qual ficou conhecido Abu Abedalá Maomé ibne Iáia ibne Abedalá Aduali Aniçaburi (em árabe: أبو عبد الله محمد بن يحيى بن عبد الله الذهلي النيسابوري; romaniz.: Abū ʿAbd Allāh Muḥammad ibn Yaḥyā ibn ʿAbd Allāh al-Dhuhlī al-Nīsābūrī), foi um tradicionalista e crítico de hádice muçulmano. Natural de Nixapur, realizou extensas viagens em busca de conhecimento por importantes centros do mu...

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Maomé ibne Iáia Aduali (em árabe: محمد بن يحيى الذهلي; romaniz.: Muḥammad ibn Yaḥyā al-Dhuhlī; Nixapur, c. 172 A.H. (788/9) – janeiro ou fevereiro de 872), nome pelo qual ficou conhecido Abu Abedalá Maomé ibne Iáia ibne Abedalá Aduali Aniçaburi (em árabe: أبو عبد الله محمد بن يحيى بن عبد الله الذهلي النيسابوري; romaniz.: Abū ʿAbd Allāh Muḥammad ibn Yaḥyā ibn ʿAbd Allāh al-Dhuhlī al-Nīsābūrī), foi um tradicionalista e crítico de hádice muçulmano. Natural de Nixapur, realizou extensas viagens em busca de conhecimento por importantes centros do mundo islâmico, entre eles Rei, Ispaã, Baçorá, Cufa, Baguedade, Meca, Medina, o Iêmem, o Egito e a Síria. Estudou com numerosos tradicionalistas e tornou-se, por sua vez, mestre de figuras como Ibne Maja, Atirmidi, Abu Hatime Arrazi, Anaçai e Muslim ibne Alhajaje. Aduali destacou-se particularmente pelo domínio das tradições de Ibne Xiabe Azuri, cuja transmissão estudou, compilou e submeteu à crítica, tornando-se conhecido também como "Azuri". Sua autoridade nesse campo foi reconhecida por estudiosos como Amade ibne Hambal, Iáia ibne Maine e Ali ibne Almadini, este último qualificando-o como "herdeiro de Azuri". Reputado igualmente por sua memória e pelo conhecimento dos defeitos ocultos (ilal) das tradições, recebeu o título de amīr al-muʾminīn fī al-ḥadīth ("comandante dos crentes no hádice") e tornou-se uma das principais autoridades tradicionalistas de Nixapur. Entre suas obras destacaram-se al-Zuhriyyāt, dedicada às tradições de Azuri, e ʿIlal ḥadīth al-Zuhrī, dedicada à análise de seus defeitos. Nos últimos anos de sua vida, Aduali envolveu-se numa importante controvérsia com Albucari acerca da criação do Alcorão. Embora inicialmente tenha recebido e apoiado Albucari quando este chegou a Nixapur, opôs-se à sua afirmação de que a pronúncia ou recitação humana do Alcorão constituía um ato criado. A disputa levou Aduali a desencorajar seus discípulos de frequentarem as sessões de Albucari e repercutiu entre outros...

Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. · Imagem: Mhaiaouitarek (CC0) ·

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