Amiritas (hauazinitas)
Os amiritas ou Banu Amir ibne Saçaa (em árabe: بنو عامر بن صعصعة; romaniz.: Banū ʿĀmir ibn Ṣaʿṣaʿa) foram um grande agrupamento tribal árabe tradicionalmente incluído entre os hauazinitas e cuja genealogia era remontada a Adenane. Seus principais componentes incluíam os descendentes de Rabia ibne Amir, os numairitas e os hilalitas; de Rabia procediam, por sua vez, os quilabitas e os cabitas, subdivididos em numerosos clãs.
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Amiritas (hauazinitas)
Os amiritas ou Banu Amir ibne Saçaa (em árabe: بنو عامر بن صعصعة; romaniz.: Banū ʿĀmir ibn Ṣaʿṣaʿa) foram um grande agrupamento tribal árabe tradicionalmente incluído entre os hauazinitas e cuja genealogia era remontada a Adenane. Seus principais componentes incluíam os descendentes de Rabia ibne Amir, os numairitas e os hilalitas; de Rabia procediam, por sua vez, os quilabitas e os cabitas, subdivididos em numerosos clãs.
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Os amiritas ou Banu Amir ibne Saçaa (em árabe: بنو عامر بن صعصعة; romaniz.: Banū ʿĀmir ibn Ṣaʿṣaʿa) foram um grande agrupamento tribal árabe tradicionalmente incluído entre os hauazinitas e cuja genealogia era remontada a Adenane. Seus principais componentes incluíam os descendentes de Rabia ibne Amir, os numairitas e os hilalitas; de Rabia procediam, por sua vez, os quilabitas e os cabitas, subdivididos em numerosos clãs. A primeira referência conhecida aos amiritas ocorre numa inscrição sul-arábica do século VI, datada do reinado de Abramo. Seu território original situava-se na Arábia central, estendendo-se aproximadamente desde a região de Turaba e Rania até as terras altas ao sul da estrada entre Riade e Meca. Predominantemente beduínos e dedicados à criação de animais, seus diferentes ramos ocupavam extensos territórios de migração e mantiveram relações de aliança ou conflito com numerosos outros agrupamentos tribais da região. No período pré-islâmico, os amiritas participaram de diversos conflitos dos Dias Árabes, entre os quais a Batalha de Xibe Jabala, travada por volta de 580. No início da pregação de Maomé, mantinham vínculos estreitos com Meca e inicialmente recusaram seu convite para aderir ao Islã, embora a hostilidade comum aos gatafanitas favorecesse relações relativamente pacíficas com os muçulmanos de Medina. Mesmo o incidente de Bir Mauna, em 625, não ocasionou uma ruptura duradoura. A conversão dos diferentes grupos amiritas ocorreu gradualmente e completou-se após a vitória muçulmana na Batalha de Hunaine, em 630, quando delegações da tribo foram a Medina e aderiram ao Islã. Os amiritas praticamente não participaram das Guerras da Apostasia e tiveram atuação relativamente modesta nas primeiras conquistas muçulmanas. As conquistas e os movimentos migratórios posteriores dispersaram diferentes ramos amiritas para regiões como o Alandalus, a Pérsia, o norte da Síria e a Jazira. Na Síria e na Alta Mesopotâmia, alguns deles adquiriram poder político...
Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. · Imagem: Slackerlawstudent (Public domain) ·