Cadija
Primeira esposa do Maomé
Nº Q42034 ★★★★★★
Lendária · Personalidades
Cadija
Primeira esposa do Maomé
Cadija binte Cuailide (em árabe: خَدِيجَة بِنْت خُوَيْلِد; Meca, c. 555 – Meca, 619/20), também conhecida como Cadija Alcobra (em árabe: خديجة الكبرى; romaniz.: Khadīja al-Kubrā, lit. Cadija, a Grande), foi a primeira esposa do profeta islâmico Maomé, uma rica mercadora coraixita e, segundo a tradição islâmica, a primeira pessoa a aceitar sua mensagem.
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Cadija binte Cuailide (em árabe: خَدِيجَة بِنْت خُوَيْلِد; Meca, c. 555 – Meca, 619/20), também conhecida como Cadija Alcobra (em árabe: خديجة الكبرى; romaniz.: Khadīja al-Kubrā, lit. Cadija, a Grande), foi a primeira esposa do profeta islâmico Maomé, uma rica mercadora coraixita e, segundo a tradição islâmica, a primeira pessoa a aceitar sua mensagem. Pertencente ao clã açadita, era filha de Cuailide ibne Açade e Fátima binte Zaida. Antes do casamento com Maomé, contraiu dois matrimônios e teve filhos de ambos. Possuidora de patrimônio próprio, desenvolveu atividades comerciais por meio de agentes e associados e empregou Maomé para conduzir seus negócios antes de se casar com ele. Cadija e Maomé permaneceram casados monogamicamente por cerca de 25 anos e tiveram vários filhos, entre eles Zainabe, Rocaia, Ume Cultume, Fátima e Alcácime, embora as fontes divirjam sobre o número e a identidade de seus filhos homens. Segundo a tradição islâmica, quando Maomé regressou profundamente abalado da experiência que posteriormente identificou como sua primeira revelação na caverna de Hira, Cadija o tranquilizou e levou-o a consultar seu primo Uaraca ibne Naufal. Ela aceitou a mensagem de Maomé e tornou-se sua principal apoiadora nos primeiros anos de sua pregação, empregando também seus recursos em seu favor. Permaneceu ao lado dele durante a perseguição em Meca e o boicote imposto aos haxemitas e seus aliados. Cadija morreu cerca de três anos antes da Hégira e foi sepultada em Meca, no cemitério de Hajume. Sua morte e a de Abu Talibe, ocorridas num intervalo relativamente curto, estão associadas na tradição islâmica ao chamado Ano da Tristeza. Maomé não contraiu outro casamento enquanto Cadija viveu e, segundo os hádices, continuou a recordá-la com particular afeição após sua morte. Por sua precedência na adesão ao Islã e pelo apoio atribuído a ela durante o início da missão...
Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. · Imagem: UsmanullahPK (CC BY 3.0) ·