Camp

Estilo ostensivo (final do século XIX–atual)

Nº Q857784 ★★★

Rara · Saberes

Camp

Estilo ostensivo (final do século XIX–atual)

Camp (do italiano campare ou do francês se camper) é uma gíria para comportamento, atitude ou interpretação exagerada, artificial ou teatral; ou ainda um adjetivo que significa algo de mau gosto, muito artificial, exagerado, "cafona" ou "brega". Também pode ser interpretado como sinônimo de exagero, ou como uma "afetação a uma estética especial que ironiza ou ridiculariza o que é dominante", como disse Susan Sontag em seu artigo clássico Notes on "camp" de 1964.

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Camp (do italiano campare ou do francês se camper) é uma gíria para comportamento, atitude ou interpretação exagerada, artificial ou teatral; ou ainda um adjetivo que significa algo de mau gosto, muito artificial, exagerado, "cafona" ou "brega". Também pode ser interpretado como sinônimo de exagero, ou como uma "afetação a uma estética especial que ironiza ou ridiculariza o que é dominante", como disse Susan Sontag em seu artigo clássico Notes on "camp" de 1964. O surgimento da palavra Camp em seu novo significado data-se em torno de 1909. Na época, começou a ser utilizada por homens gays que lutavam contra os meios hétero normativos em que viviam, isso é, situações nas quais orientações sexuais diferentes da heterossexual são marginalizadas, ignoradas ou perseguidas por práticas sociais, crenças ou políticas. Era comum usarem palavras já conhecidas, porém com significados diferentes, como forma de 'código', para mascarar sua homossexualidade nesses espaços. Assim, "camp" que antes significava apenas "acampar" em inglês, ganhou um novo significado, como forma de expressarem sua homoafetividade. O camp, nesse sentido, foi derivado do francês: 'se camper', que significa "posar de forma exagerada". O camp decola ao final do século XVII e início do XVIII, surgindo por causa da imensa sensibilidade daquela época ao exagerado, à aparência, ao seu gosto pelo novo e pelo excitante. Em 1954, o termo foi apresentado pelo escritor Christopher Isherwood no romance The World in the Evening (O Mundo ao Entardecer) e dez anos depois analisado com profundidade por Susan Sontag, que fala: "camp é um certo tipo de esteticismo. É uma maneira de ver o mundo como um fenômeno estético. Essa maneira não se refere à beleza, mas ao grau de artifício, de estilização." Seu artigo ficou conhecido na área acadêmica como a primeira tentativa de se compreender uma espécie de sensibilidade estética que...

Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. · Imagem: David Shankbone (CC BY 2.5) ·

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