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Celessíria
Celessíria ou Cele-Síria (em latim: Coele-Syria; em grego clássico: Κοίλη Συρία; romaniz.: Koíle Syría, de κοίλος, "vazio") era a região ao sudoeste da Síria, disputada pelo Império Selêucida e o Reino Ptolomaico. Estritamente falando, costuma-se comparar a Celessíria com o vale do Líbano, mas o termo é mais amplo cobrindo toda a área ao sul do rio Eléutero, incluindo a Judeia.
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Celessíria ou Cele-Síria (em latim: Coele-Syria; em grego clássico: Κοίλη Συρία; romaniz.: Koíle Syría, de κοίλος, "vazio") era a região ao sudoeste da Síria, disputada pelo Império Selêucida e o Reino Ptolomaico. Estritamente falando, costuma-se comparar a Celessíria com o vale do Líbano, mas o termo é mais amplo cobrindo toda a área ao sul do rio Eléutero, incluindo a Judeia. Com a morte de Alexandre, o Grande em 323 a.C., toda a Síria foi alocada a Laomedonte de Mitilene. Em 319-318 a.C., contestando sua posse, Ptolomeu I (r. 302–283/282 a.C.) conquistou-a. Mais adiante, Laomedonte aliou-se com Antígono Monoftalmo para retomá-la. Em 312 a.C., a pedido de Seleuco I (r. 306–281 a.C.), Ptolomeu invadiu-a e derrotou Demétrio I, filho de Antígono, na Batalha de Gaza; Diodoro Sículo, narrando o evento, não afirma se a invasão tinha por objetivo reconquistar a Celessíria ou apenas criar distração para Seleuco, que queria retornar à Babilônia. Em 303-302 a.C., Ptolomeu juntou-se a coalizão de Cassandro, Seleuco e Lisímaco contra Antígono, mas pouco fez além de reocupar a Celessíria, que desocupou ao ouvir falsos relatos de que Antígono venceu os demais na Ásia Menor e marchava à Síria. Pelo acordo que originou a coalizão, no caso de vitória, Ptolomeu receberia a região, mas como decidiu abandoná-la, sua reivindicação foi anulada e os vitoriosos na Batalha de Ipso de 301 a.C. confiaram-a a Seleuco.
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