Dividir para conquistar
Em política e sociologia, dividir para conquistar (ou dividir para reinar) consiste em ganhar o controle de um lugar por meio da fragmentação das maiores concentrações de poder, impedindo que se mantenham individualmente. O conceito refere-se a uma estratégia que tenta romper as estruturas de poder existentes e não deixar que grupos menores se juntem.
Nº Q68951 ★★★
Rara · História
Dividir para conquistar
Em política e sociologia, dividir para conquistar (ou dividir para reinar) consiste em ganhar o controle de um lugar por meio da fragmentação das maiores concentrações de poder, impedindo que se mantenham individualmente. O conceito refere-se a uma estratégia que tenta romper as estruturas de poder existentes e não deixar que grupos menores se juntem.
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Em política e sociologia, dividir para conquistar (ou dividir para reinar) consiste em ganhar o controle de um lugar por meio da fragmentação das maiores concentrações de poder, impedindo que se mantenham individualmente. O conceito refere-se a uma estratégia que tenta romper as estruturas de poder existentes e não deixar que grupos menores se juntem. Esse conceito foi utilizado pelo imperador romano Júlio César (divide et impera), Filipe II da Macedónia e o imperador francês Napoleão (divide ut regnes). Também há o exemplo de Aulo Gabínio, que repartiu a nação judaica em cinco convenções, conforme relatado no livro I de A Guerra dos Judeus (De bello Judaico), do historiador Flávio Josefo. Em Geografia, 8.7.3, Estrabão relata que a Liga Aqueia foi gradativamente dissolvida sob a posse romana da Macedónia, porque eles não lidavam com todos os estados da mesma maneira. Na era moderna, Traiano Boccalini, em La bilancia politica, cita "divide et impera" como um princípio comum na política. O uso dessa técnica refere-se ao controle que o soberano possui sobre populações ou facções de diferentes interesses, que, juntas, poderiam ser capazes de opor-se ao seu governo. Sendo assim, o governante precisa evitar que os diferentes grupos e populações entendam-se, pois uma união poderia causar uma oposição forte demais. Maquiavel cita uma estratégia militar parecida no livro IV de A Arte da Guerra (Dell'arte della guerra), dizendo que um capitão deve esforçar-se ao máximo para dividir as forças do inimigo, seja fazendo-o desconfiar dos homens que confiava antes ou lhe dando motivos para separar as suas forças, enfraquecendo-as. A estratégia de divisão e regra tem sido atribuída aos soberanos que variam de Luís XI de França para os Habsburgos. Edward Coke denuncia no Capítulo I da Quarta Parte dos Institutos, relatando que, quando foi exigido pelos Lordes e Comuns que...
Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. · Imagem: Fotogeniss (Public domain) ·