Dulfacar
Nº Q1207785 ★★★★
Super rara · Saberes
Dulfacar
Dulfacar (em árabe: ذو الفقار; romaniz.: Ḏū 'l-Faḳār) foi a espada do profeta islâmico Maomé, posteriormente entregue a Ali ibne Abi Talibe, tornando-se um dos mais importantes símbolos históricos e religiosos do islã. Segundo a tradição, foi capturada como espólio na Batalha de Badre, após pertencer ao coraixita Alás ibne Munabi, embora algumas fontes atribuam sua posse anterior a outros membros da família de Alhajaje.
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Dulfacar (em árabe: ذو الفقار; romaniz.: Ḏū 'l-Faḳār) foi a espada do profeta islâmico Maomé, posteriormente entregue a Ali ibne Abi Talibe, tornando-se um dos mais importantes símbolos históricos e religiosos do islã. Segundo a tradição, foi capturada como espólio na Batalha de Badre, após pertencer ao coraixita Alás ibne Munabi, embora algumas fontes atribuam sua posse anterior a outros membros da família de Alhajaje. Seu nome deriva da expressão árabe Ḏū 'l-Faḳār, literalmente "o possuidor das vértebras" ou "das articulações", em referência aos sulcos ou entalhes existentes na lâmina. Segundo a tradição preservada pela Encyclopaedia of Islam e pela TDV İslâm Ansiklopedisi, essa designação provavelmente lhe foi atribuída apenas após sua captura, em virtude dessas características físicas. Após a morte de Maomé, Dulfacar permaneceu na posse de Ali e de seus descendentes, tornando-se um dos principais símbolos da legitimidade da Casa de Ali e, posteriormente, do xiismo. A espada foi mais tarde preservada pelos califas abássidas, enquanto sua representação iconográfica evoluiu para a forma de uma espada de duas pontas, difundida na arte e na cultura islâmicas, especialmente entre os bektashis e no Período Otomano.
Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. · Imagem: MittlererWeg (CC BY-SA 3.0) ·