Rara · Personalidades
Efísio
Efísio (Elia, c. 250 – Nora, 15 de janeiro de 303) foi um mártir cristão, venerado como santo pela Igreja Católica, reverenciado na Sardenha, especialmente na cidade de Cagliari, ao sul da ilha, onde ele foi martirizado e é considerado copadroeiro, junto com São Saturnino. Sua festa litúrgica ocorre em 15 de janeiro e localmente em 1.º de maio.
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A versão mais antiga da Paixão de Santo Efisio data de um período entre os séculos XII e XIII. De acordo com esta história, contendo vários anacronismos e essencialmente de natureza lendária, Efisio nasceu em Aelia Capitolina (nome dado à colônia romana de Jerusalém a partir de 130 d.C., em homenagem ao imperador Adriano), filho do cristão Cristóvão e da nobre pagã Alessandria. A tradição conta que, durante uma estadia do imperador Diocleciano em Antioquia da Síria, o jovem foi apresentado à sua corte, tornou-se seu protegido e foi colocado à frente de um exército enviado à Itália para reprimir os cristãos e sarracenos. A tradição pode narrar muitas coisas, mas Diocleciano nunca enviou um exército ou um único soldado à Itália. Entre 260 e 24 de fevereiro de 303, na Sardenha, pelo menos até o édito de Maximiano, que implementou o édito original de Diocleciano no Ocidente e, portanto, presumivelmente — dado que de fevereiro até o final de março o Mar Mediterrâneo estava fechado para o inverno e o édito teve que viajar primeiro de Nicomédia para Milão e depois de Milão para a Sardenha — em maio de 303 (isto é, bem depois da morte de Éfiso em 15 de janeiro de 303), nenhum romano jamais lutou contra os cristãos, que eram muito respeitados e também serviam como conselheiros do imperador (a esposa e a filha de Diocleciano também eram cristãs). Para sermos completos, Diocleciano veio à Itália apenas uma vez, mas mesmo nessa única ocasião deixou seu exército para defender o império, de onde o exército jamais avançou em direção aos territórios ocidentais, que faziam parte da jurisdição exclusiva de Maximiano, durante toda a duração de seu império. Foi em novembro de 303 (bem depois da morte de Efisio) que ele veio a Roma (mas passando pelos Bálcãs e pelo Adriático, sem jamais cruzar o sul da Itália) para celebrar seus 20 anos de império com um grandioso triunfo, que celebrou junto com seu fiel antigo general, o imperador Augusto do Ocidente, Maximiano. Nessa ocasião, Diocleciano viajou com uma guarda de honra e vários oficiais para a suntuosa cerimônia, trazendo consigo médicos, juristas e dignitários especiais de sua corte.
Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. · Imagem: Giova81 (CC BY-SA 3.0) ·