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Emergentismo

O emergentismo é uma posição filosófica segundo a qual certas propriedades de sistemas complexos — denominadas propriedades emergentes — são irredutíveis às propriedades de seus componentes e não podem ser inteiramente explicadas por eles. O emergentismo ocupa uma posição intermediária entre o reducionismo — que afirma que todos os fenômenos podem ser explicados a partir de seus constituintes mais básicos — e o dualismo de substâncias, que postula a existência de tipos radicalmente distintos de entidades no mundo.

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O emergentismo é uma posição filosófica segundo a qual certas propriedades de sistemas complexos — denominadas propriedades emergentes — são irredutíveis às propriedades de seus componentes e não podem ser inteiramente explicadas por eles. O emergentismo ocupa uma posição intermediária entre o reducionismo — que afirma que todos os fenômenos podem ser explicados a partir de seus constituintes mais básicos — e o dualismo de substâncias, que postula a existência de tipos radicalmente distintos de entidades no mundo. A questão central do emergentismo pode ser formulada assim: quando elementos simples se combinam, o resultado é sempre redutível às partes, ou podem surgir propriedades genuinamente novas que o exame das partes isoladas jamais permitiria prever? Para o emergentismo, a resposta é afirmativa: há propriedades que emergem da organização dos componentes e que constituem um nível autônomo de realidade. A ideia de que o todo pode ser mais do que a soma das partes remonta à filosofia antiga. Aristóteles, na Metafísica, observou que a combinação de elementos pode produzir resultados qualitativamente distintos de seus constituintes — antecipando, sem formalizar, o problema central do emergentismo. O pensamento mecanicista moderno, inaugurado por René Descartes, propôs o modelo oposto: a natureza como máquina inteiramente explicável pela posição e movimento de suas partes. Esse mecanicismo forneceu o pano de fundo contra o qual o emergentismo veio se afirmar nos séculos seguintes. No século XIX, John Stuart Mill distinguiu, em A System of Logic (1843), dois tipos de causação: a composição de causas, em que os efeitos são a soma dos efeitos individuais, e situações em que a combinação produz efeitos heterogêneos e não somáveis — que ele chamou de causas heteropáticas. O termo "emergente" no sentido técnico foi cunhado pelo filósofo britânico George Henry Lewes em 1875, na obra Problems of Life and Mind, em que distinguiu os resultantes — efeitos previsíveis a partir das partes — dos emergentes — efeitos qualitativamente novos que não se deixam derivar dos componentes.

Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. · Imagem: taken by w:User:Yewenyi (CC BY-SA 3.0) ·

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