Epilepsia
Doença neurológica
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Ultra rara · Saberes
Epilepsia
Doença neurológica
Epilepsia é um grupo de doenças neurológicas não transmissíveis caracterizadas por uma predisposição a crises epilépticas recorrentes e não provocadas. Uma crise epiléptica é uma descarga súbita e anormal de atividade elétrica no cérebro, que pode provocar sintomas variados, desde lapsos breves de consciência até convulsões prolongadas.
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Epilepsia é um grupo de doenças neurológicas não transmissíveis caracterizadas por uma predisposição a crises epilépticas recorrentes e não provocadas. Uma crise epiléptica é uma descarga súbita e anormal de atividade elétrica no cérebro, que pode provocar sintomas variados, desde lapsos breves de consciência até convulsões prolongadas. Esses episódios podem resultar em lesões físicas, tanto diretamente (como fraturas) quanto por acidentes. O diagnóstico de epilepsia geralmente requer ao menos duas crises não provocadas com intervalo superior a 24 horas, embora, em alguns casos, possa ser estabelecido após um único episódio se houver evidências clínicas de alto risco de recorrência. Crises isoladas, sem risco de recorrência ou provocadas por causas identificáveis, não configuram epilepsia. A causa subjacente frequentemente é desconhecida, mas a epilepsia pode decorrer de traumatismo cranioencefálico, acidente vascular cerebral, infecções, tumores cerebrais, alterações genéticas ou anormalidades do desenvolvimento. Em alguns casos, essas causas podem ser preveníveis. O diagnóstico envolve a exclusão de outras condições que possam simular crises epilépticas, podendo incluir neuroimagem, exames laboratoriais e eletroencefalograma (EEG). Cerca de 69% dos casos de epilepsia podem ser controlados de forma eficaz com medicamentos anticonvulsivantes, que são amplamente disponíveis e de baixo custo. Em casos refratários, podem ser consideradas alternativas como cirurgia, neuroestimulação ou dietas terapêuticas, como a dieta cetogênica. Nem todos os casos são permanentes, e muitas pessoas podem atingir um controle duradouro a ponto de não necessitarem mais de tratamento; nesses casos, a epilepsia é considerada resolvida. Em 2024, cerca de 50 milhões de pessoas no mundo viviam com epilepsia, com quase 80% dos casos concentrados em países de baixa e média renda. Nessas regiões, o impacto da epilepsia é mais que o dobro observado em países de alta renda, provavelmente devido à maior exposição a fatores de risco, como lesões perinatais, infecções e traumas, somada à dificuldade de...
Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. · Imagem: Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0) ·