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Esclerostina
A esclerostina é uma glicoproteína de 22 kDa codificada pelo gene SOST e secretada maioritariamente pelos osteócitos maduros, atuando como o principal regulador negativo e travão biológico da formação dos ossos. Do ponto de vista molecular, esta proteína liga-se aos correcetores LRP5 e LRP6 (e ao modulador LRP4) na membrana dos osteoblastos, bloqueando de forma competitiva a via de sinalização canónica Wnt/β-catenina, o que impede a diferenciação celular, diminui a síntese de matriz óssea e induz a apoptose precoce das células reconstrutoras.
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Em simultâneo, estimula a libertação da citocina RANKL pelos osteócitos, o que acelera a ativação dos osteoclastos e a reabsorção óssea. Sendo o esqueleto um órgão mecanossensível, a produção de esclerostina é dinamicamente regulada pelo stress físico: o impacto mecânico e o exercício inibem a expressão do gene SOST para permitir o ganho de massa óssea, enquanto o repouso prolongado, a imobilização ou a gravidade zero disparam os seus níveis, provocando uma rápida desmineralização. Mutações genéticas raras de perda de função neste gene causam patologias autossómicas recessivas como a esclerosteose e a doença de van Buchem, manifestadas por um crescimento ósseo massivo, deformidades craniofaciais e resistência extrema a fraturas. O profundo impacto clínico da esclerostina na homeostase esquelética viabilizou a criação do romosozumab, um anticorpo monoclonal humanizado de dupla ação (anabólica e anticatabólica) aprovado para o tratamento da osteoporose grave, abrindo também portas para investigações em áreas como a regeneração de fraturas complexas e doenças metabólicas sistémicas, incluindo a resistência à insulina.
Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. ·