Filosofia medieval
A filosofia medieval é uma tradição e um período da história da filosofia, formada pela convergência de filosofias cristãs latinas, árabes ou islâmicas, judias, e também, em menor medida, filosofias persas e bizantinas - escritas em latim, árabe, grego, hebreu e farsi. Tem seu início em torno do século VIII, com variações cronológicas dependendo do local, e por vezes com poucas distinções em relação ao período helenístico anterior.
Nº Q192292 ★★★
Rara · Saberes
Filosofia medieval
A filosofia medieval é uma tradição e um período da história da filosofia, formada pela convergência de filosofias cristãs latinas, árabes ou islâmicas, judias, e também, em menor medida, filosofias persas e bizantinas - escritas em latim, árabe, grego, hebreu e farsi. Tem seu início em torno do século VIII, com variações cronológicas dependendo do local, e por vezes com poucas distinções em relação ao período helenístico anterior.
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A filosofia medieval é uma tradição e um período da história da filosofia, formada pela convergência de filosofias cristãs latinas, árabes ou islâmicas, judias, e também, em menor medida, filosofias persas e bizantinas - escritas em latim, árabe, grego, hebreu e farsi. Tem seu início em torno do século VIII, com variações cronológicas dependendo do local, e por vezes com poucas distinções em relação ao período helenístico anterior. Já seu fim não possui ponto exato, coincidindo com a chamada filosofia renascentista, e preservando referências, técnicas e temas, em alguns locais, ao longo dos séculos XVI e XVII. A característica distintiva das filosofias medievais é o interesse em integrar a doutrina da revelação com a racionalidade filosófica e científica, ou, em outras palavras, fazer da filosofia uma auxiliar da teologia, nesse sentido, a base comum da religiosidade monoteísta e abraâmica apresentava aberturas de diálogo entre as várias tradições. O problema da fé e sua relação com a racionalidade também deu origem à elaborações não-integrativas - que rejeitam a filosofia, afirmando uma fidelidade total à fé, ou, alternativamente, subordinando a fé à filosofia. No entanto, a maioria dos filósofos sustentou diferentes formas de conciliação entre ambos. A preponderância do religioso implicou que poucos pensadores do período se considerassem propriamente filósofos, principalmente na cristandade latina, definindo-se mais frequentemente como teólogos. Além disso, é caracterizada pela herança comum da filosofia grega antiga, especialmente através do neoplatonismo tardio, ainda que, também, possua uma influência dominante do aristotelismo. Todas as correntes da filosofia medieval se desenvolvem de maneira profundamente interconectada, com filósofos judios inspirando-se nas elaborações dos árabes, e filósofos cristão influenciados pelos comentários e traduções árabes dos gregos antigos, ainda que outras partes, como os bizantinos, fossem mais isoladas.
Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. · Imagem: Herrad von Landsberg (original destroyed manuscript) Christi... (Public domain) ·