Fotodermatite

Reação inflamatória da pele ao sol

Nº Q608085 ★★★

Rara · Saberes

Fotodermatite

Reação inflamatória da pele ao sol

A fotodermatite, comummente designada por fotodermatose ou «alergia ao sol», constitui uma reação inflamatória, neurovascular e imunológica anómala da pele desencadeada pela exposição à radiação ultravioleta (UV), maioritariamente UVA, embora a radiação UVB e certos comprimentos de onda da luz visível também atuem como catalisadores biológicos. Clinicamente, manifesta-se através de um polimorfismo lesional que abrange eritema persistente, pápulas, vesículas, bolhas, prurido intenso, edema e descamação nas áreas fotoexpostas, surgindo minutos a...

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A fotodermatite, comummente designada por fotodermatose ou «alergia ao sol», constitui uma reação inflamatória, neurovascular e imunológica anómala da pele desencadeada pela exposição à radiação ultravioleta (UV), maioritariamente UVA, embora a radiação UVB e certos comprimentos de onda da luz visível também atuem como catalisadores biológicos. Clinicamente, manifesta-se através de um polimorfismo lesional que abrange eritema persistente, pápulas, vesículas, bolhas, prurido intenso, edema e descamação nas áreas fotoexpostas, surgindo minutos a dias após o insulto actínico. A etiologia é complexa e multifatorial, subdividindo-se em quatro grandes categorias médicas: fotodermatoses idiopáticas primárias, onde sobressaem a erupção polimorfa à luz (EPL) e a prurigo actínica; fotodermatoses secundárias a agentes exógenos (fotossensibilidade), causadas por mecanismos fototóxicos ou fotoalérgicos quando associados a substâncias sistémicas (como antibióticos tetraciclínicos, amiodarona e diuréticos tiazídicos) ou compostos tópicos (como anti-inflamatórios não esteroides e fragrâncias); dermatoses exacerbadas pela luz, onde se incluem o lúpus eritematoso e a dermatomiosite; e genodermatoses metabólicas ou genéticas, tais como as porfirias e o xeroderma pigmentoso. No espectro exógeno, assume relevância a fitofotodermatite, uma reação fototóxica decorrente do contacto com plantas ricas em furanocumarinas lineares (psoralenos), como os citrinos ou a arruda, sob radiação solar. O diagnóstico baseia-se na história clínica, exame físico e, se necessário, biopsias, fototeste ou testes fotoepicutâneos. O tratamento assenta na prevenção estrita com fotoprotetores de largo espectro (UVA/UVB), vestuário com barreira UV e evicção solar nas horas críticas. Na fase aguda, preconiza-se o uso de corticosteroides tópicos ou sistémicos e anti-histamínicos, enquanto casos crónicos exigem imunomoduladores ou protocolos de dessensibilização com fototerapia dirigida (PUVA ou UVB-NB).

Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. · Imagem: James Heilman, MD (CC BY-SA 4.0) ·

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