Rara · Personalidades
Fred Figner
Fred Figner, conhecido como Frederico Figner (Milevsko, 2 de dezembro de 1866 - Rio de Janeiro, 19 de janeiro de 1947), foi um empresário e jornalista nascido na Boêmia, atual República Tcheca, que atuou como pioneiro da indústria fonográfica brasileira, no comércio de máquinas de escrever e outros utensílios de escritório, tendo sido também um importante membro do movimento espírita brasileiro, em termos de apoio material, trabalho caritário e como autor de textos em defesa do Espiritismo durante mais de 30 anos. O jornal carioca A Noite Ilust...
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Fred Figner, conhecido como Frederico Figner (Milevsko, 2 de dezembro de 1866 - Rio de Janeiro, 19 de janeiro de 1947), foi um empresário e jornalista nascido na Boêmia, atual República Tcheca, que atuou como pioneiro da indústria fonográfica brasileira, no comércio de máquinas de escrever e outros utensílios de escritório, tendo sido também um importante membro do movimento espírita brasileiro, em termos de apoio material, trabalho caritário e como autor de textos em defesa do Espiritismo durante mais de 30 anos. O jornal carioca A Noite Ilustrada publicou editorial em que o judeu Frederico Figner foi honrado, post-mortem, com o merecido título de “o mais brasileiro de todos os estrangeiros”. Frederico Figner, de ascendência judaica, nasceu em dezembro de 1866, em Milevsko, na rua Týnska nº 37, perto de Tábor, na Boêmia, então parte do Império Austro-Húngaro, atual República Tcheca. Aos 13 anos de idade, foi para a cidade de Bechyně, para aprender o ofício de comerciante. Em 1882, então com 15 anos, partiu como emigrante para Bremershaven, de onde, a bordo do vapor "Main", como passageiro de terceira classe, rumou para os Estados Unidos da América, levando apenas o dinheiro para a travessia. Ainda muito jovem e buscando ampliar seus horizontes, chegou ao país no momento em que Thomas Edison estava lançando comercialmente um aparelho que registrava e reproduzia sons por intermédio de cilindros giratórios. Fascinado pela novidade, adquiriu um desses equipamentos, alguns quilos de cera e vários rolos de gravação, embarcando com sua preciosa carga em um navio rumo a Belém do Pará, onde chegou em agosto de 1891, sem conhecer uma única palavra do Português. Naquela cidade, começou a exibir a novidade para o público, que pagava para registrar e escutar a própria voz. O sucesso foi imediato e, de Belém, Fred se dirigiu para outras praças, sempre com o gravador a tiracolo. Passou por Manaus, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife e Salvador antes de chegar ao Rio de Janeiro, em abril de 1892, já falando e entendendo um pouco do idioma português e com um razoável quantia de dinheiro.
Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. · Imagem: Unknown, published in 1904 (Public domain) ·