Interseccionalidade
Teoria das opressões multidimensionais
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Interseccionalidade
Teoria das opressões multidimensionais
Interseccionalidade (ou teoria interseccional) é o estudo da sobreposição ou intersecção de identidades sociais e sistemas relacionados de opressão, dominação ou discriminação. A teoria sugere e procura examinar como diferentes categorias biológicas, sociais e culturais, tais como gênero, raça, classe, capacidade, orientação sexual, religião, casta, idade, geolocalização e outros eixos de identidade interagem em níveis múltiplos e muitas vezes simultâneos.
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Interseccionalidade (ou teoria interseccional) é o estudo da sobreposição ou intersecção de identidades sociais e sistemas relacionados de opressão, dominação ou discriminação. A teoria sugere e procura examinar como diferentes categorias biológicas, sociais e culturais, tais como gênero, raça, classe, capacidade, orientação sexual, religião, casta, idade, geolocalização e outros eixos de identidade interagem em níveis múltiplos e muitas vezes simultâneos. Este quadro pode ser usado para entender como a injustiça, as opressões e as desigualdades — sociais, raciais, epistêmicas, sistêmicas e estruturais — ocorrem em uma base multidimensional, sem serem suprimidas ou hierarquizadas. A interseccionalidade sustenta que as conceituações clássicas de opressão dentro da sociedade — tais como racismo, sexismo, classismo, colonialismo, patriarcalismo, machismo, capacitismo, xenofobia, bifobia, homofobia e a transfobia e intolerâncias baseadas em crenças — não agem independentemente umas das outras, mas que essas formas de opressão se inter-relacionam, criando um sistema de opressão que reflete o "cruzamento" de múltiplas formas de discriminação. A interseccionalidade é um conceito acadêmico, das ciências sociais, podendo ser usada como uma ferramenta analítica que pode ser adaptada para diversas formas, permitindo a análise de diferentes fenômenos e problemas sociais para pensar as desigualdades, porém se desenvolve e abarca outros sentidos, como de ferramenta de intervenção política — com a apropriação dos movimentos sociais e da ONU, por exemplo, que a entendem como um instrumento político, de enfrentamento das desigualdades, e de identidade coletiva — em que alguns agentes — movimentos sociais, principalmente de mulheres, preferem se valer da interseccionalidade como um jeito de se autonomear. Resumindo, a interseccionalidade surge como conceito acadêmico de intervenção jurídica, mas sofre mutações e pode ser referida a partir dessas múltiplas possibilidades. A interseccionalidade é um paradigma importante no conhecimento acadêmico e em contextos mais amplos, como o trabalho de justiça social ou demografia, no entanto, as...
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