Lanreotida

Fármaco análogo da somatostatina de libertação prolongada

A lanreotida é um análogo sintético de ação prolongada da somatostatina natural, consistindo num octapéptido linear que atua como um potente inibidor de várias secreções endócrinas, neuroendócrinas e exócrinas no organismo humano. Desenvolvida para superar a curtíssima semivida da somatostatina endógena, a lanreotida possui uma afinidade elevada para os recetores periféricos da somatostatina (especialmente os subtipos SSTR-2 e SSTR-5), desencadeando uma cascata de sinalização celular que resulta na supressão pronunciada da hormona do cresciment...

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Lanreotida

Fármaco análogo da somatostatina de libertação prolongada

A lanreotida é um análogo sintético de ação prolongada da somatostatina natural, consistindo num octapéptido linear que atua como um potente inibidor de várias secreções endócrinas, neuroendócrinas e exócrinas no organismo humano. Desenvolvida para superar a curtíssima semivida da somatostatina endógena, a lanreotida possui uma afinidade elevada para os recetores periféricos da somatostatina (especialmente os subtipos SSTR-2 e SSTR-5), desencadeando uma cascata de sinalização celular que resulta na supressão pronunciada da hormona do cresciment...

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A lanreotida é um análogo sintético de ação prolongada da somatostatina natural, consistindo num octapéptido linear que atua como um potente inibidor de várias secreções endócrinas, neuroendócrinas e exócrinas no organismo humano. Desenvolvida para superar a curtíssima semivida da somatostatina endógena, a lanreotida possui uma afinidade elevada para os recetores periféricos da somatostatina (especialmente os subtipos SSTR-2 e SSTR-5), desencadeando uma cascata de sinalização celular que resulta na supressão pronunciada da hormona do crescimento (GH) e do fator de crescimento semelhante à insulina 1 (IGF-1), bem como de diversos péptidos e hormonas do trato gastrointestinal, como a serotonina, a gastrina e o péptido intestinal vasoativo (VIP). Na prática clínica contemporânea, esta substância ativa desempenha um papel fundamental em regimes de oncologia e endocrinologia, sendo formalmente indicada para o tratamento a longo prazo da acromegalia (em doentes com resposta inadequada ou contraindicações à cirurgia e radioterapia), para o controlo sintomático de síndromes associadas a tumores carcinoides (como episódios graves de diarreia e rubor facial) e para a abordagem de tumores neuroendócrinos gastroenteropancreáticos (GEP-NETs) irressecáveis, localmente avançados ou metastáticos, nos quais demonstra um efeito antiproliferativo que atrasa a progressão tumoral. Administrada por via subcutânea profunda na região glútea, habitualmente sob a forma de gel de libertação prolongada (Autogel) com uma periodicidade mensal de quatro semanas, a lanreotida apresenta um perfil de tolerabilidade geralmente aceitável, embora o seu uso crónico esteja frequentemente associado a efeitos secundários de intensidade ligeira a moderada, tais como reações no local da injeção, distúrbios gastrointestinais transitórios (incluindo náuseas, dor abdominal e esteatorreia), alterações nos níveis de glicemia devido à inibição concomitante da insulina e do glucagon, e uma propensão aumentada para a formação de lodo biliar e colelitíase decorrente da redução da motilidade da vesícula biliar.

Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. · Imagem: Fvasconcellos (Public domain) ·

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