Lercanidipina

Composto químico

A lercanidipina (comercializada sob marcas como Zanidip ou em genéricos por laboratórios como a Jaba Recordati e a Farmoz) é um fármaco anti-hipertensor de última geração pertencente à classe dos bloqueadores dos canais de cálcio di-hidropiridínicos. Indicada no tratamento da hipertensão arterial essencial ligeira a moderada, a molécula atua através do relaxamento direto do músculo liso vascular, o que reduz a resistência periférica total e normaliza os níveis tensionais de forma gradual, eliminando o risco de taquicardia reflexa.

Nº Q410492 ★★

Incomum · Saberes

Lercanidipina

Composto químico

A lercanidipina (comercializada sob marcas como Zanidip ou em genéricos por laboratórios como a Jaba Recordati e a Farmoz) é um fármaco anti-hipertensor de última geração pertencente à classe dos bloqueadores dos canais de cálcio di-hidropiridínicos. Indicada no tratamento da hipertensão arterial essencial ligeira a moderada, a molécula atua através do relaxamento direto do músculo liso vascular, o que reduz a resistência periférica total e normaliza os níveis tensionais de forma gradual, eliminando o risco de taquicardia reflexa.

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A lercanidipina (comercializada sob marcas como Zanidip ou em genéricos por laboratórios como a Jaba Recordati e a Farmoz) é um fármaco anti-hipertensor de última geração pertencente à classe dos bloqueadores dos canais de cálcio di-hidropiridínicos. Indicada no tratamento da hipertensão arterial essencial ligeira a moderada, a molécula atua através do relaxamento direto do músculo liso vascular, o que reduz a resistência periférica total e normaliza os níveis tensionais de forma gradual, eliminando o risco de taquicardia reflexa. O grande diferencial farmacológico da lercanidipina reside na sua elevada lipofilia e afinidade membranar: embora possua uma semivida plasmática curta, o fármaco acumula-se nas membranas lipídicas celulares e é libertado lentamente, garantindo um bloqueio contínuo e eficaz dos canais de tipo L ao longo de 24 horas com uma única toma diária. Na prática clínica, esta seletividade vascular traduz-se numa vantagem crucial de tolerabilidade face a di-hidropiridinas mais antigas como a amlodipina ou a nifedipina: a lercanidipina dilata de forma equilibrada tanto as arteríolas aferentes como as eferentes, reduzindo drasticamente a incidência de edema periférico (o desconfortável inchaço nos tornozelos e pernas). O seu perfil metabólico é estritamente hepático, mediado pelo citocromo CYP3A4, o que contraindica a sua toma concomitante com inibidores potentes deste sistema (como o sumo de toranja, cetoconazol ou ritonavir) e exige cautela em doentes com insuficiência hepática ou renal grave. Para além disso, o fármaco apresenta neutralidade metabólica, o que significa que não altera o perfil lipídico nem interfere com a sensibilidade à insulina — uma vantagem clara para doentes diabéticos ou com síndrome metabólica. Disponível no mercado português nas dosagens de 10 mg e 20 mg, a lercanidipina é frequentemente associada a inibidores da ECA (como na combinação fixa de enalapril + lercanidipina) para potenciar o efeito cardioprotetor, consolidando-se como uma terapêutica segura que maximiza a adesão...

Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. · Imagem: Fvasconcellos (Public domain) ·

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