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Limiar auditivo

Intensidade de um tom puro que um ouvinte será capaz de detectar

O limiar auditivo consiste na determinação da resposta para estímulos sonoros em 50% das vezes em que foi apresentado, representando uma aproximação da sensibilidade auditiva absoluta. Se relaciona com a intensidade sonora, associada à pressão e energia gerada pela propagação por meio da vibração de ondas sonoras, ou seja, a altura e pressão (som fraco e forte) contidos na onda se expressam em decibel (dB).

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O limiar auditivo consiste na determinação da resposta para estímulos sonoros em 50% das vezes em que foi apresentado, representando uma aproximação da sensibilidade auditiva absoluta. Se relaciona com a intensidade sonora, associada à pressão e energia gerada pela propagação por meio da vibração de ondas sonoras, ou seja, a altura e pressão (som fraco e forte) contidos na onda se expressam em decibel (dB). Para determinar o limiar auditivo de um indivíduo é necessário realizar o exame de audiometria, que leva em consideração análises comportamentais e psicoacústicas do nível de pressão sonora necessária para provocar uma sensação auditiva. O exame de audiometria tonal liminar (ATL) tem por objetivo principal determinar a integridade do sistema auditivo, além de identificar tipo, grau e configuração da perda auditiva em cada orelha. O grau da perda auditiva é estabelecido a partir do cálculo de uma média tritonal dos limiares das frequências de 500 kHz, 1 kHz e 2 kHz, ou quadritonal das frequências de 500 kHz, 1 kHz, 2 kHz e 4 kHz , conforme a ultima classificação da Organização Mundial de Saúde (OMS),em 2021, para ser considerado dentro do padrão da normalidade, a média deve ser inferior a 20 dB conforme a média quadritonal, levando em conta as consequências funcionais na comunicação. A mudança de limiar auditivo poderá ser permanente ou temporária, a causa pode ser decorrente pela exposição intensa à elevados níveis de pressão sonora (ruído), que irá variar conforme o tempo de exposição (horas/anos). A mudança temporária pode ser definida como uma elevação do limiar de audibilidade que se recupera gradualmente após exposição ao ruído. A permanência constante à exposição a ruído e vibração sonora, em um maior ou menor grau, sinaliza um prognóstico de suscetibilidade para a perda auditiva induzida por ruído (PAIR), se a exposição ao ruído contínuo for de cunho ocupacional. Tal perda é caracterizada por uma perda auditiva sensorioneural, bilateral, irreversível e de início progressivo nas frequências de 3 kHz, 4 kHz e 6kHz, 8kHz e posteriormente as frequências medianas. Esta perda auditiva pode trazer desconforto aos sons intensos (recrutamento auditivo), zumbido, dificuldade na discriminação de palavras e localização sonora, o que poderá trazer prejuízos à comunicação e outras alterações não auditivas, como o estresse, irritabilidade e distúrbios do sono.

Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. · Imagem: Fernanda Zucki (CC BY-SA 4.0) ·

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