Linear B

Silabário usado entre XV e XII a.C.

Nº Q190102 ★★★

Rara · Saberes

Linear B

Silabário usado entre XV e XII a.C.

A escrita Linear B é um silabário que foi utilizado pelos povos micênicos entre os séculos XV a.C. e XII a.C. Ela era usada para se escrever em Grego micênico, a forma mais antiga do grego que se conhece, e é derivada provavelmente da escrita denominada Linear A, que ainda não foi decifrada. A Linear B foi encontrada talhada em algumas tabuinhas de argila e vasos nos palácios de Pilos, Micenas, Tirinto e Tebas e em Cnossos e Cidônia.

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A escrita Linear B é um silabário que foi utilizado pelos povos micênicos entre os séculos XV a.C. e XII a.C. Ela era usada para se escrever em Grego micênico, a forma mais antiga do grego que se conhece, e é derivada provavelmente da escrita denominada Linear A, que ainda não foi decifrada. A Linear B foi encontrada talhada em algumas tabuinhas de argila e vasos nos palácios de Pilos, Micenas, Tirinto e Tebas e em Cnossos e Cidônia. O primeiro objeto contendo tais inscrições foi identificado pelo arqueólogo Sir Arthur Evans em 1886, quando ele ainda morava em Oxford. Tendo sido informado que o objeto era originário da ilha de Creta, Evans visitou a ilha em 1893, 1895 e 1896 em companhia do amigo John Myres. Lá ele descobriu que algumas das pequenas tabuinhas estavam sendo usadas pelas mulheres da ilha como adorno, por acreditarem tratar-se de amuletos, denominados γαλόπετρες (galopetres, "pedras de leite"). Em 1896 Evans iniciou as negociações para comprar o terreno de cujas ruínas supostamente se originavam as tabuinhas. Por causa da conturbada situação política da época, ele só pôde concretizar a compra totalmente em 1899. Evans contratou por telegrama Duncan Mackenzie, um arqueólogo de renome, a quem colocou como diretor do projeto e a 23 de março de 1900 as escavações se iniciaram. A partir de 5 de abril, foi localizada uma grande quantidade destas tabuinhas, feito que se repetiu em escavações posteriores durante a década de 1900. Entretanto, a linguagem que elas continham só foi decifrada na década de 1950 pelos arqueólogos de origem inglesa Michael Ventris e John Chadwick. Provavelmente Sir Arthur teria sido capaz de decifrar essa escrita, mas ele acreditava ser uma escrita que não possuía nenhuma relação com o grego arcaico, diferentemente de Ventris e Chadwick, que conseguiram decifrar a...

Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. · Imagem: Sharon Mollerus (CC BY 2.0) ·

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