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Luzia Pinta

Luzia Pinta foi uma mulher angolana escravizada trazida para o Brasil durante o período colonial. Não se sabe ao certo sua data de nascimento, porém sua origem é de Luanda onde já era uma pessoa escravizada.

Nº Q136807472 ★★★

Rara · Personalidades

Luzia Pinta

Luzia Pinta foi uma mulher angolana escravizada trazida para o Brasil durante o período colonial. Não se sabe ao certo sua data de nascimento, porém sua origem é de Luanda onde já era uma pessoa escravizada.

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Luzia Pinta foi uma mulher angolana escravizada trazida para o Brasil durante o período colonial. Não se sabe ao certo sua data de nascimento, porém sua origem é de Luanda onde já era uma pessoa escravizada. Luzia foi trazida ainda pequena para o Brasil, conseguiu conquistar sua alforria e possuía uma pequena propriedade em Sabará, Minas Gerais. O sobrenome Pinta pode ter origem de seu local de nascimento na África central, mas o mais provável é que o nome seja advindo de seus senhores, de quem conseguiu sua alforria, os irmãos João Pinto Dias e Manoel Pinto Dias. Luzia era uma sacerdotisa e desde sua infância participava de rituais de possessão e transe que em território nacional ficou conhecido como Calundu. Na crença africana o Calundu era a circulação de energia vital entre os espíritos ancestrais e pessoas definidas como especiais que eram preparadas para recebê-los em seu corpo, na linguagem Congo e Ndongo essas pessoas eram chamadas de xinguilas, sendo Luzia uma dessas pessoas. Durante os rituais a pessoa possessa obtinha a capacidade de realizar previsões, produzir curas ou administrar venenos. Essas práticas gerou incômodo na igreja católica que via esses atos como feitiçaria e idolatria, práticas consideradas criminosas na época, levando Luzia a ser perseguida pela Inquisição, em 1739 Luzia foi denunciada como “feiticeira”. No ano de 1742 foi presa e enviada a Portugal para julgamento no Tribunal de Inquisição de Lisboa, onde ficou por dois anos encarcerada nos calabouços do “Santo Ofício”. Até os dias atuais não há certezas sobre o seu destino após o período de encarceramento.

Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. ·

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