Maade
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Ultra rara · Personalidades
Maade
Maade (em árabe: مَعَدّ; romaniz.: Maʿadd) foi o nome de uma importante coletividade árabe da Antiguidade Tardia, associada sobretudo à Arábia central e posteriormente transformada pela tradição genealógica islâmica em um ancestral epônimo dos árabes setentrionais. O nome é documentado em inscrições desde pelo menos o século IV, aparecendo na Inscrição de Namara, de cerca de 328, na titulatura do rei lácmida Inru Alcaice I ibne Anre, e em inscrições posteriores relacionadas às campanhas dos himiaritas na Arábia central.
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Maade (em árabe: مَعَدّ; romaniz.: Maʿadd) foi o nome de uma importante coletividade árabe da Antiguidade Tardia, associada sobretudo à Arábia central e posteriormente transformada pela tradição genealógica islâmica em um ancestral epônimo dos árabes setentrionais. O nome é documentado em inscrições desde pelo menos o século IV, aparecendo na Inscrição de Namara, de cerca de 328, na titulatura do rei lácmida Inru Alcaice I ibne Anre, e em inscrições posteriores relacionadas às campanhas dos himiaritas na Arábia central. Outras evidências epigráficas permitem situar o núcleo territorial de Maade em torno de Maçal Jume, estendendo-se por partes do Négede e regiões adjacentes. Durante os séculos V e VI, diferentes grupos identificados com Maade estiveram sujeitos ou associados sucessivamente aos himiaritas, quindaítas e lácmidas. Sob os quindaítas, sua organização compreendia numerosos grupos posteriormente classificados pelos genealogistas entre os modaritas e rebiaítas, e a autoridade sobre eles chegou a ser repartida entre diferentes membros da dinastia de Quinda. Ao mesmo tempo, Maade aparece com grande frequência na poesia árabe pré-islâmica como uma identidade coletiva supra-tribal, por vezes empregada de maneira suficientemente abrangente para representar grande parte dos árabes da Arábia central. O nome continuou em uso após as primeiras conquistas muçulmanas e durante o Período Omíada, quando acompanhou a dispersão de grupos árabes para o Crescente Fértil e permaneceu associado a prestígio genealógico, militar e político. Entre os séculos VIII e IX, contudo, seu significado sofreu profunda transformação: de uma identidade coletiva historicamente documentada, Maade passou a ser concebido pelos genealogistas como personagem individual e ancestral comum de numerosos grupos árabes. Com a crescente importância de Adenane nas genealogias, os antigos grupos maaditas passaram progressivamente a ser classificados como adenanitas, e a identidade de Maade perdeu sua antiga centralidade.
Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. ·