Mancozebe

Composto químico

O mancozebe é um fungicida e acaricida de contacto com ação estritamente preventiva pertencente à classe dos ditiocarbamatos, amplamente utilizado na agricultura global desde a década de 1960 para o controlo de fitopatogénios destrutivos — como o míldio (Plasmopara viticola), a requeima (Phytophthora infestans), a sarna e a ferrugem — em culturas de elevado valor económico, incluindo a videira, a batata, o tomate e a macieira. Quimicamente, este composto consiste num complexo de coordenação que combina iões de zinco e manganês com o anião etile...

Nº Q409132 ★

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Mancozebe

Composto químico

O mancozebe é um fungicida e acaricida de contacto com ação estritamente preventiva pertencente à classe dos ditiocarbamatos, amplamente utilizado na agricultura global desde a década de 1960 para o controlo de fitopatogénios destrutivos — como o míldio (Plasmopara viticola), a requeima (Phytophthora infestans), a sarna e a ferrugem — em culturas de elevado valor económico, incluindo a videira, a batata, o tomate e a macieira. Quimicamente, este composto consiste num complexo de coordenação que combina iões de zinco e manganês com o anião etile...

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O mancozebe é um fungicida e acaricida de contacto com ação estritamente preventiva pertencente à classe dos ditiocarbamatos, amplamente utilizado na agricultura global desde a década de 1960 para o controlo de fitopatogénios destrutivos — como o míldio (Plasmopara viticola), a requeima (Phytophthora infestans), a sarna e a ferrugem — em culturas de elevado valor económico, incluindo a videira, a batata, o tomate e a macieira. Quimicamente, este composto consiste num complexo de coordenação que combina iões de zinco e manganês com o anião etilenobisditiocarbamato (EBDC), resultando num pó amarelo-acinzentado hidrofóbico que exige uma cobertura foliar uniforme e aplicações repetidas, uma vez que permanece na superfície da planta e é vulnerável à lavagem pela chuva. O grande trunfo agronómico do mancozebe reside no seu mecanismo de ação multissítio (Grupo M03 do FRAC), que inativa as enzimas fúngicas e bloqueia a produção de ATP ao reagir com os grupos sulfidrilo celulares, uma ofensiva bioquímica em várias frentes que torna o desenvolvimento de resistências genéticas por parte dos fungos virtualmente nulo e o posiciona como um parceiro indispensável em misturas de tanque com fungicidas sistémicos de sítio único. Contudo, o seu perfil de segurança tornou-se alvo de forte escrutínio regulatório devido à formação da etilenotioureia (ETU) — o seu principal metabolito de degradação —, uma substância persistente associada em estudos toxicológicos à desregulação endócrina da tiroide, toxicidade reprodutiva e riscos para organismos aquáticos e do solo. Consequentemente, enquanto a União Europeia proibiu definitivamente a sua comercialização e utilização em 2021 com base no princípio da precaução e na proteção da saúde pública, o mancozebe mantém-se como um dos pilares fitossanitários mais transacionados e cruciais para a segurança alimentar em mercados agrícolas da América Latina e da Ásia.

Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. · Imagem: Marketing Amanda at UPL Europe Ltd (CC BY-SA 4.0) ·

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