Miguelista

Nº Q2756861 ★★★

Rara · História

Miguelista

Miguelista é, na historiografia portuguesa, um apoiante do chamado Miguelismo, nomeadamente os que lutaram pela legitimidade permanente do Rei Miguel I de Portugal na linha de sucessão ao trono português e que vieram depois a fundar o Partido Legitimista e o Partido Realista que nele se integrou. Estes eram conservadores e portanto partidários duma monarquia tradicional, como forma de governo, em oposição à monarquia constitucional que era proposta pelos liberais portugueses seus opositores (então denominados "malhados").

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Miguelista é, na historiografia portuguesa, um apoiante do chamado Miguelismo, nomeadamente os que lutaram pela legitimidade permanente do Rei Miguel I de Portugal na linha de sucessão ao trono português e que vieram depois a fundar o Partido Legitimista e o Partido Realista que nele se integrou. Estes eram conservadores e portanto partidários duma monarquia tradicional, como forma de governo, em oposição à monarquia constitucional que era proposta pelos liberais portugueses seus opositores (então denominados "malhados"). O atual pretendente miguelista ao trono é Duarte Pio de Bragança, comum a todos os movimentos monárquicos. Muito do seu pensamento, já a meados do século XX, em Portugal, foi proposto pelo movimento Integralismo Lusitano e pela Causa Monárquica. Como forma de combater a Maçonaria, a aparente conspiradora aliada do pensamento liberal e ponto de reunião contra os ideais tradicionalistas, os Miguelistas fundaram igualmente uma organização secreta com a designação Ordem Equestre e Militar de São Miguel da Ala, mas, que pouco depois foi encerrada ao ser desautorizada por vontade do Papa. Em 2004, um pretendente do ramo Miguelista, Duarte Pio de Bragança, deslocou-se à sede do Grande Oriente Lusitano (GOL), da Maçonaria Portuguesa, no que constituiu a primeira visita de um descendente da extinta Casa de Bragança a esta instituição maçónica. O grão-mestre António Arnaut declarou publicamente que: "Não há hoje nenhum contencioso entre a Maçonaria e a Casa de Bragança" e acrescentou que a "reconciliação da Maçonaria Portuguesa com a Casa de Bragança" deu-se na ocasião dessa mesma visita de Duarte Pio. António Arnaut também recordou, por exemplo, que o próprio Francisco Correia de Herédia, 1.º Visconde da Ribeira Brava, trisavô de Isabel de Herédia, a esposa de Duarte Pio, integrou o fracassado movimento de 28 de Janeiro de 1908, quatro dias antes do Regicídio, que visava assassinar o rei D. Carlos...

Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. · Imagem: Daumier, Honoré (Marseille, 26–02–1808 - Valmondois, 10–02–1... (Public domain) ·

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