Mita

Nº Q1477994 ★★★

Rara · Saberes

Mita

A Mita (termo que provém da palavra que em quéchua significa turno) era um sistema de trabalho tributário pré-hispânico destinado ao Estado, ao sapainca ou a outros chefes, como o kuraka (chefe da ayllu). O trabalho era planificado, organizado e fiscalizado pelo próprio Estado através de seus administradores.

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A Mita (termo que provém da palavra que em quéchua significa turno) era um sistema de trabalho tributário pré-hispânico destinado ao Estado, ao sapainca ou a outros chefes, como o kuraka (chefe da ayllu). O trabalho era planificado, organizado e fiscalizado pelo próprio Estado através de seus administradores. Os trabalhadores desse regime eram denominados mitayo, homens adultos e casados (somente se era considerado integrantes autônomos da ayllu após o casamento, momento em que o Estado cedia um lote de terra aos casados), geralmente com idades entre 18 e 50 anos, que eram retirados de seu ayllu para a realização de um exercício laboral nas terras de seu kuraka ou em outros lotes do reino. O trabalho era realizado em mita (turnos) que duravam cerca de 3 meses a 1 ano. As atividades incluíam cultivar terras do Estado, cuidar de rebanhos, explorar minas, fabricar armas, tecidos e objetos artesanais, construir estradas, pontes e cidades, além de servir no exército. Os mitayo eram alojados em residências estatais e recebiam vestimentas e alimentação em abundância durante o período. O Estado recompensava, em certas ocasiões, alguns mitayo, que poderiam retornar com alguma quantidade de lã, comida, vestes, coca, entre outros. Apesar do regime mita ser uma forma de exploração, pois o excedente do trabalho ficava com os integrantes da direção do Estado, culturalmente era muito apreciado por aqueles que participavam do sistema. O mita era visto como uma constante efetivação da ordem cósmica e da relação com o Inca, filho do sol. Além disso, o período de trabalho era caracterizado pela relativa fartura para os trabalhadores.

Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. · Imagem: Pedro Cieza de León (CC BY-SA 4.0) ·

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