Muriqui-do-norte

Perigo crítico

Espécie de primata do novo mundo

O muriqui-do-norte, mono-da-cara-manchada ou mono-carvoeiro (nome científico: Brachyteles hypoxanthus), também conhecido simplesmente como mono, buriqui, buriquim, mariquim, miriqui ou muriquina, é uma espécie de Macaco do Novo Mundo, da família dos atelídeos (Atelidae) e gênero braquiteles (Brachyteles), endêmico da Mata Atlântica brasileira. Já foi considerado uma subespécie de muriqui-do-sul (Brachyteles arachnoides), sendo considerado uma espécie separada atualmente.

Nº Q559289 ★★★

Rara · Natureza

Muriqui-do-norte

Espécie de primata do novo mundo

O muriqui-do-norte, mono-da-cara-manchada ou mono-carvoeiro (nome científico: Brachyteles hypoxanthus), também conhecido simplesmente como mono, buriqui, buriquim, mariquim, miriqui ou muriquina, é uma espécie de Macaco do Novo Mundo, da família dos atelídeos (Atelidae) e gênero braquiteles (Brachyteles), endêmico da Mata Atlântica brasileira. Já foi considerado uma subespécie de muriqui-do-sul (Brachyteles arachnoides), sendo considerado uma espécie separada atualmente.

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O muriqui-do-norte, mono-da-cara-manchada ou mono-carvoeiro (nome científico: Brachyteles hypoxanthus), também conhecido simplesmente como mono, buriqui, buriquim, mariquim, miriqui ou muriquina, é uma espécie de Macaco do Novo Mundo, da família dos atelídeos (Atelidae) e gênero braquiteles (Brachyteles), endêmico da Mata Atlântica brasileira. Já foi considerado uma subespécie de muriqui-do-sul (Brachyteles arachnoides), sendo considerado uma espécie separada atualmente. Não é claro qual grupo de primata é mais próximo dos muriquis, mas alguns estudos apontam para uma ancestralidade comum do gênero braquiteles com o macaco-barrigudo (gênero Lagothrix). Ocorria desde o sul da Bahia, até o sul de Minas Gerais, sendo, provavelmente, a Serra da Mantiqueira como barreira geográfica com o muriqui-do-sul. Ocorre na floresta estacional semidecidual, não sendo necessário que a floresta seja primária. Prefere ficar nos estratos mais altos da floresta, mas pode descer até o chão. Atualmente, sua ocorrência é reduzida a poucos fragmentos de floresta em Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Rio de Janeiro. É o maior primata sul-americano, chegando a pesar até 15 quilos. Possui longos braços e uma cauda preênsil, que permite a braquiação. Ao contrário do muriqui-do-sul, possui manchas esbranquiçadas na face negra, assim como um polegar vestigial. Os testículos são volumosos, consequência de um sistema de acasalamento promíscuo. É uma espécie considerada como "criticamente em perigo" pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Isso se deve principalmente a alta fragmentação da Mata Atlântica e à caça, que pode levar pequenas populações reduzidas à extinção rapidamente. Calcula-se que deva existir pouco mais de 850 indivíduos, localizados em fragmentos de floresta isolados entre si. A maior população encontra-se na Reserva Particular do Patrimônio Natural Feliciano Miguel Abdala, que tem cerca de 900 hectares. Apesar da alta fragmentação do habitat, existe uma...

Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. · Imagem: Paulo B. Chaves (CC BY 2.0) ·

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