Nanã

Orixá

Nanã, Nanan Buluku, Anamburucu, Borocô, Nanamburucu (em iorubá: Nanan Buruku) ou Nanã Buruquê é o ser supremo na religião do povo Fon (África Ocidental), e um vodum e orixá em tradições afro-americanas. No Candomblé brasileiro, é responsável pelos portais de entrada (reencarnação) e saída (desencarne), identificada no jogo do merindilogum pelo odu ejilobom e representada materialmente através do assentamento sagrado denominado ibá de Nanã.

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Super rara · Saberes

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Nanã, Nanan Buluku, Anamburucu, Borocô, Nanamburucu (em iorubá: Nanan Buruku) ou Nanã Buruquê é o ser supremo na religião do povo Fon (África Ocidental), e um vodum e orixá em tradições afro-americanas. No Candomblé brasileiro, é responsável pelos portais de entrada (reencarnação) e saída (desencarne), identificada no jogo do merindilogum pelo odu ejilobom e representada materialmente através do assentamento sagrado denominado ibá de Nanã.

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Nanã, Nanan Buluku, Anamburucu, Borocô, Nanamburucu (em iorubá: Nanan Buruku) ou Nanã Buruquê é o ser supremo na religião do povo Fon (África Ocidental), e um vodum e orixá em tradições afro-americanas. No Candomblé brasileiro, é responsável pelos portais de entrada (reencarnação) e saída (desencarne), identificada no jogo do merindilogum pelo odu ejilobom e representada materialmente através do assentamento sagrado denominado ibá de Nanã. Na cosmologia religiosa Fon/Daomeana, Nàná Buruku é uma força primordial, ancestral e suprema, mais antiga do que qualquer ser ou divindade. Na mitologia daomeana, é a progenitora da divindade Mawu-Lisa, responsável pelo mundo. Nanã é a força criadora primária, e Mawu-Lisa é a força que traz ordem ao universo.. Com a chegada da diáspora africana ás américas, a resistência cultural e religiosa colocou tradições Fon, Iorubás, Jejes e outras em contato contínuo. Isso permitiu que ideias religiosas fossem identificadas, traduzidas e incorparadas na formação de identidades afro-americanas. Sendo assim, nas religiões afro-brasileiras, Nanã apresenta ao mesmo tempo a identidade de orixá (no sentido iorubá) como de uma força primordial (no sentido Fon/Jeje). A área que abrange seu culto é muito vasta e parece estender-se de leste, além do rio Níger, até a região dos nupés, a oeste, além do rio Volta, nas regiões dos "guang", ao nordeste dos axantes. Nanã, em seu aspecto puro, é considerada uma força sem genêro, por ter sido também a criadora do masculino e feminino. No entanto, costuma ser representada como uma senhora idosa, avó, associada à lagoas, pântanos, mangues, e o fundo dos rios . Para os eués e minas, ela é às vezes representada como um vodum masculino (Nana Densu), esposo da grande mãe das águas Mami Uata.

Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. · Imagem: Printed by Davi Nascimento (CC BY-SA 2.5) ·

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