O Ser e o Nada
Livro de Jean-Paul Sartre
Nº Q119709 ★★★
Rara · Literatura
O Ser e o Nada
Livro de Jean-Paul Sartre
O Ser e o Nada: Ensaio de Ontologia Fenomenológica (em francês: L'Être et le néant : Essai d'ontologie phénoménologique), publicado às vezes com o subtítulo Um Ensaio Fenomenológico sobre Ontologia, é um livro de 1943 do filósofo Jean-Paul Sartre. No livro, Sartre desenvolve uma abordagem filosófica em apoio ao seu existencialismo, tratando de tópicos como consciência, percepção, filosofia social, má-fé, a existência do "nada", psicanálise e a questão do livre-arbítrio.
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O Ser e o Nada: Ensaio de Ontologia Fenomenológica (em francês: L'Être et le néant : Essai d'ontologie phénoménologique), publicado às vezes com o subtítulo Um Ensaio Fenomenológico sobre Ontologia, é um livro de 1943 do filósofo Jean-Paul Sartre. No livro, Sartre desenvolve uma abordagem filosófica em apoio ao seu existencialismo, tratando de tópicos como consciência, percepção, filosofia social, má-fé, a existência do "nada", psicanálise e a questão do livre-arbítrio. Enquanto prisioneiro de guerra em 1940 e 1941, Sartre leu Ser e Tempo (1927) de Martin Heidegger, que usa o método da fenomenologia husserliana como lente para examinar a ontologia. Sartre atribuiu o curso de suas próprias investigações filosóficas à sua exposição a esta obra. Embora influenciado por Heidegger, Sartre era profundamente cético em relação a qualquer medida pela qual a humanidade pudesse alcançar um tipo de estado pessoal de realização comparável ao hipotético "reencontro com o Ser" heideggeriano. Na visão de Sartre, o homem é uma criatura assombrada por uma visão de "plenitude" (o que Sartre chama de ens causa sui, que significa literalmente "um ser que se causa a si mesmo"), que muitas religiões e filósofos identificam como Deus. Nascido na realidade material do próprio corpo, em um universo material, encontra-se inserido no ser. De acordo com a noção de Husserl de que a consciência só pode existir como consciência de algo, Sartre desenvolve a ideia de que não pode haver nenhuma forma de si que esteja "escondida" dentro da consciência. Com base nesses fundamentos, Sartre oferece uma crítica filosófica das teorias de Sigmund Freud, baseada na afirmação de que a consciência é essencialmente autoconsciente. O Ser e o Nada é considerado tanto a expressão não ficcional mais importante do existencialismo de Sartre quanto sua obra filosófica mais influente, original apesar de sua dívida para com Heidegger. Muitos...
Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. · Imagem: Olynth (Public domain) ·