Ototoxicidade

Propriedade que uma substância possui de ser tóxica para a orelha interna, afetando as células ciliadas internas

Nº Q1351381 ★★★

Rara · História

Ototoxicidade

Propriedade que uma substância possui de ser tóxica para a orelha interna, afetando as células ciliadas internas

A ototoxicidade é um problema de saúde que surge após tratamentos potentes em condições graves de saúde. Às vezes, é inevitável quando o tratamento da doença grave é necessário Ototoxidade é a propriedade tóxica que algumas substâncias apresentam para o ouvido, principalmente para a cóclea, nervo auditivo e em alguns casos para o sistema vestibular.

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A ototoxicidade é um problema de saúde que surge após tratamentos potentes em condições graves de saúde. Às vezes, é inevitável quando o tratamento da doença grave é necessário Ototoxidade é a propriedade tóxica que algumas substâncias apresentam para o ouvido, principalmente para a cóclea, nervo auditivo e em alguns casos para o sistema vestibular. Os efeitos podem ser reversíveis e temporários ou permanentes e irreversíveis. Os medicamentos ototóxicos são formados por diversas substâncias, sendo a principal a aminoglicosídeos aminociclitólicos, por conta de sua eficiência e baixo custo, sendo muito usado nos países em desenvolvimento para tratar doenças como tuberculose. Por terem pH entre 7 e 8, as moléculas interagem com os polifosfolipídeos das células ciliadas da orelha interna, inibindo os receptores das membranas celulares e canais de cálcio, e assim lesando o órgão de Corti (as células ciliadas externas são mais afetadas). Outro problema que pode ser causado, é que outros aminoglicosídeos podem formar outras substancias oxidantes de proteínas, lipídios e DNA, provocando lesões teciduais. O uso da droga pode provocar lesões permanentes no sistema coclear e vestibular. Por exemplo, a amicacina na dose de 400 mg por dia, sendo ingerida de forma intramuscular provoca a eliminação total das células ciliadas externas e lesão parcial das internas. Os medicamentos são classificados em neurotóxicos (quando danificam as fibras nervosas que auxiliam na audição), cocleotóxicos (quando afetam receptores sensoriais da orelha) ou vestíbulotóxicos (quando afetam células ciliadas do sistema vestibular). Outras substâncias com potencial ototoxicidade são solventes, asfixiantes (monóxido de carbono, cianeto de hidrogênio), nitrilas, metais compostos (compostos de mercúrio, dióxido de germânio, chumbo). Por conta disso algumas áreas profissionais apresentam maior exposição as substâncias, como metalúrgicas, maquinaria, têxtil, petróleo, papel, produtos químicos, construção de navios e barcos, equipamentos e componentes elétricos (bateria). Tem sido reconhecido desde o século XIX. Existem...

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