Paulette Nardal

Escritora e jornalista francesa

Nº Q3372640 ★★★

Rara · Personalidades

Paulette Nardal

Escritora e jornalista francesa

Paulette Nardal (Le François, 12 de outubro de 1896 – Forte da França, 16 de fevereiro de 1985) foi uma escritora francesa da Martinica, jornalista e uma das impulsionadoras do desenvolvimento da consciência literária negra. Ela foi uma das autoras envolvidas na criação do gênero negritude e apresentou aos intelectuais franceses as obras de membros do Renascimento do Harlem por meio de suas traduções.

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Paulette Nardal (Le François, 12 de outubro de 1896 – Forte da França, 16 de fevereiro de 1985) foi uma escritora francesa da Martinica, jornalista e uma das impulsionadoras do desenvolvimento da consciência literária negra. Ela foi uma das autoras envolvidas na criação do gênero negritude e apresentou aos intelectuais franceses as obras de membros do Renascimento do Harlem por meio de suas traduções. Nascida na classe média alta da Martinica, Nardal tornou-se professora e concluiu seus estudos em Paris. Foi a primeira pessoa negra a estudar na Sorbonne em 1920 e, com suas irmãs, fundou um influente salão literário, Le Salon de Clamart, que explorava as experiências da diáspora africana. Como jornalista e autora, publicou obras que defendiam uma consciência pan-africana e reconheciam as semelhanças dos desafios enfrentados pelas pessoas devido ao racismo e ao sexismo. Feminista, incentivou as mulheres a trabalharem dentro das estruturas sociais existentes para obter influência política. No início da Segunda Guerra Mundial, Nardal fugiu da França, mas foi ferida quando um submarino atacou seu navio, causando uma deficiência que durou toda a vida. Ao retornar à Martinica, ela criou organizações feministas e jornais que incentivavam as mulheres instruídas a canalizar suas energias para a melhoria social. Ela patrocinou o treinamento em economia doméstica e fundou creches para mulheres pobres. Devido à sua compreensão dos problemas enfrentados pelas populações do Caribe, foi contratada para trabalhar como especialista da área nas Nações Unidas. Nardal foi a primeira mulher negra a ocupar um cargo oficial na Divisão de Territórios Não Autônomos da ONU. Quando retornou à Martinica após trabalhar na ONU, trabalhou para preservar as tradições musicais do país. Ela escreveu uma história dos estilos musicais tradicionais para a comemoração do centenário da abolição da escravidão na ilha e desenvolveu um coral que celebrava as raízes africanas...

Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. · Imagem: Unknown authorUnknown author (Public domain) ·

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