Pombajira
Entidade Afro Brasileira
Nº Q7227241 ★★★★
Super rara · Saberes
Pombajira
Entidade Afro Brasileira
Pombajira, Pombojira, Pambujira, Pombujira, Pombojira, Bombogira, Pombagira ou Inzila (em quimbundo: pambu ia-njila; lit. Encruzilhada), na mitologia banta, é o inquice dos caminhos, encruzilhadas, bifurcações e comunicação, dotado de aspectos femininos e primitivamente, uma divindade mulher.
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Na Wikipédia
Pombajira, Pombojira, Pambujira, Pombujira, Pombojira, Bombogira, Pombagira ou Inzila (em quimbundo: pambu ia-njila; lit. Encruzilhada), na mitologia banta, é o inquice dos caminhos, encruzilhadas, bifurcações e comunicação, dotado de aspectos femininos e primitivamente, uma divindade mulher. Como guardião das comunidades, tem assentamento (local de entrega de coisas ligadas a ela) na entrada. Em algumas casas de religião, a tronqueira de Exu para seus assentamentos, que pertencem aos filhos da casa. Tudo conforme os fundamentos das casas Com a expansão da Umbanda no século XX, Pombagira tornou-se presença constante nos terreiros, atendendo a pedidos de “amarrações”, “separação de casais” e outras demandas amorosas. Seu culto popular, marcado por oferendas de joias, perfumes, vestes ornamentadas e assentamentos luxuosos, difundiu-se entre “povo da rua” e classes médias urbanas, atribuindo-lhe, muitas vezes, funções de conselheira e “ouvinte” para assuntos sentimentais. Na teologia umbanda, Pombagira atua como intermediária em temas relativos à sexualidade, paixão e conflito emocional. Embora frequentemente associada a práticas de manipulação afetiva e acúmulo de “karmas” negativos, mentores espirituais da corrente ressaltam que sua função original consiste em exaurir desequilíbrios emocionais e conscienciais, auxiliando na restauração do equilíbrio psíquico dos consulentes. A ausência de fundamentação teórica no início de sua popularização gerou interpretações contraditórias, incluindo a atribuição a Pombagira do grau de Exu feminino ou a identificação como esposa de Exu e mãe de Exu Mirim. Tais visões são hoje consideradas fruto de lacunas informativas e miscigenação ritualística, tendo sido objeto de estudos que reivindicam maior rigor e seriedade na abordagem dos cultos afro-bantos originais. Desde 2008, movimentos de pesquisadores e mentores espirituais promovem o estudo sistemático das incorporações umbandistas, apoiando-se em referências como Rubens Saraceni (“Orixá Exu” e “Orixá Exu Mirim”, Madras) e no resgate de tradições bantas. Nesse contexto, enfatiza-se o respeito às práticas históricas dos primeiros umbandistas e a...
Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. · Imagem: Junius (CC BY-SA 3.0) ·