Ranavalona I

Rainha de Madagascar

Nº Q169794 ★★★

Rara · Personalidades

Ranavalona I

Rainha de Madagascar

Ranavalona I (Nascida como Rabodoandrianampoinimerina e adotando Ramavo na vida adulta, Ambatomanoina, c. 1778 – Antananarivo, Madagascar, 16 de agosto de 1861) foi a soberana do Reino de Madagascar de 1828 à 1861. Foi também rainha e esposa principal do rei Radama I, a quem sucedeu ao trono.

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Ranavalona I (Nascida como Rabodoandrianampoinimerina e adotando Ramavo na vida adulta, Ambatomanoina, c. 1778 – Antananarivo, Madagascar, 16 de agosto de 1861) foi a soberana do Reino de Madagascar de 1828 à 1861. Foi também rainha e esposa principal do rei Radama I, a quem sucedeu ao trono. Ranavalona seguiu a política de isolacionismo e autossuficiência, reduzindo laços econômicos e políticos com países europeus, repelindo um ataque francês na costa da ilha e tomando medidas drásticas quanto ao crescimento do cristianismo no país, iniciado por Radama I e semeado pela London Missionary Society (LMS). Ela fez uso da escravidão tradicional (fanompoana) para construir obras públicas e desenvolveu um grande exército nacional com cerca de 20.000 a 30.000 soldados, aos quais ela utilizou para subjugar os demais reinos de Madagascar sob seu governo. Suas medidas repressivas culminaram na redução drástica da população da ilha de 5 milhões para 2 milhões até 1839. Embora muito obstruído pelas políticas de Ranavalona, ​​os interesses estrangeiros em Madagascar permaneceram inalterados. As divisões entre facções tradicionalistas e pró-europeias na corte da rainha criaram oportunidades que os intermediários europeus aproveitaram na tentativa de acelerar a sucessão de seu filho, Radama II. O jovem príncipe sempre discordou de muitas das políticas de sua mãe e foi receptivo às propostas francesas para a exploração dos recursos da ilha, conforme expresso na Carta de Lambert que ele firmou com um representante francês em 1855. Esses planos nunca foram bem-sucedidos e Radama II não assumiu o trono até a morte de Ranavalona em 1861, aos 83 anos. Os contemporâneos europeus de Ranavalona geralmente condenavam suas políticas e a caracterizavam como uma tirana na melhor das hipóteses e louca na pior. Essas caracterizações negativas persistiram na literatura acadêmica ocidental até meados da década de 1970. Pesquisas acadêmicas posteriores reformularam as ações de...

Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. · Imagem: Philippe-Auguste Ramanankirahina (1860-1915) (Public domain) ·

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