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Sencientismo

Sencientismo, senciocentrismo, ou ética centrada na senciência, denomina uma posição moral, na filosofia, que adota a senciência, concebida como capacidade de ter experiências negativas e positivas, como experienciar sofrimento e prazer, como critério necessário e suficiente de considerabilidade moral, ou de valor intrínseco. A senciência pode ser definida, de outra forma, como a consciência mínima, ou como a percepção das próprias interações e a capacidade de se distinguir dos demais seres do mesmo gênero e do ambiente.

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Sencientismo, senciocentrismo, ou ética centrada na senciência, denomina uma posição moral, na filosofia, que adota a senciência, concebida como capacidade de ter experiências negativas e positivas, como experienciar sofrimento e prazer, como critério necessário e suficiente de considerabilidade moral, ou de valor intrínseco. A senciência pode ser definida, de outra forma, como a consciência mínima, ou como a percepção das próprias interações e a capacidade de se distinguir dos demais seres do mesmo gênero e do ambiente. A senciência é um termo central na ética animal, presente na obra de filósofos consequencialistas, como Peter Singer, e outros, funcionando, para esses pensadores, como "(...) o parâmetro da igualdade moral que define a constituição dos seres dignos de respeito. Para esses autores, ter experiências implica capacidade de autocuidado, ou seja, de se nutrir e de se proteger de ameaças, o que confere aos seres sencientes individualidade e um valor inerente. É esse aprendizado de autocuidado que configura a mente própria de cada indivíduo, e o torna, nesse sentido, sujeito de sua própria vida. Os sencientistas argumentam que a consideração moral se estende a todos os seres sencientes, de modo que, para que um ser importe moralmente, é preciso que ele tenha experiências, o que independe de ele ser humano, podendo se tratar de qualquer animal senciente, de futuros sistemas digitais ou robôs que tenham experiências subjetivas, e de seres de outros planetas. Além disso, apontam que atribuir níveis distintos de consideração moral apenas com base no pertencimento a uma espécie, em vez de em atributos como a senciência, constitui uma forma de discriminação injustificada, conhecida como especismo. Entre os filósofos que discutiram ou defenderam posições sencientistas, estão Joel Feinberg, Peter Singer, Tom Regan, Mary Anne Warren, Oscar Horta, Richard D. Ryder e Luciano Carlos Cunha.

Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. ·

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