Temá

Nº Q27365 ★★

Incomum · Lugares

Temá

Temá (em hebraico: תֵּימָא; em grego clássico: Θαιμάν; romaniz.: Thaiman) ou Taimá (em árabe: تيماء; romaniz.: Taymāʾ) é um antigo oásis e cidade do noroeste da Arábia, atualmente situado na província de Tabuque, na Arábia Saudita. Localizado na margem ocidental do deserto de Nefude, a cerca de 400 quilômetros a noroeste de Medina, o oásis dispõe de abundantes recursos hídricos e encontra-se numa posição estratégica nas antigas rotas que atravessavam o norte da península.

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Temá (em hebraico: תֵּימָא; em grego clássico: Θαιμάν; romaniz.: Thaiman) ou Taimá (em árabe: تيماء; romaniz.: Taymāʾ) é um antigo oásis e cidade do noroeste da Arábia, atualmente situado na província de Tabuque, na Arábia Saudita. Localizado na margem ocidental do deserto de Nefude, a cerca de 400 quilômetros a noroeste de Medina, o oásis dispõe de abundantes recursos hídricos e encontra-se numa posição estratégica nas antigas rotas que atravessavam o norte da península. Sua ocupação humana remonta pelo menos ao IV milênio a.C., enquanto as primeiras referências escritas conhecidas à localidade datam do século VIII a.C.. A posição de Temá nas rotas comerciais entre o sul da Arábia, a Mesopotâmia e a Síria favoreceu seu desenvolvimento como importante centro de caravanas. No século VI a.C., adquiriu particular importância quando Nabonido, último rei do Império Neobabilônico, estabeleceu ali sua residência durante cerca de dez anos e fez do oásis sua segunda capital. Posteriormente, Temá esteve vinculada a diferentes poderes da região, entre eles os aquemênidas e nabateus, e tornou-se conhecida na tradição árabe pré-islâmica por suas fortalezas e por sua população judaica. Entre seus habitantes mais célebres figurou o poeta Samuel ibne Adia, senhor da fortaleza de Alablaque Alfarade, cuja fidelidade se tornou proverbial na literatura árabe. Em 628, Temá submeteu-se pacificamente aos muçulmanos mediante o pagamento da jizia, permanecendo depois como um centro habitado e ponto de parada nas rotas do noroeste da Arábia. Geógrafos islâmicos medievais descreveram seus poços, palmeirais, jardins e produção agrícola, e seus recursos hídricos conservaram sua importância para viajantes e peregrinos. A partir do século XIX, o oásis atraiu viajantes e arqueólogos europeus, cujas explorações, juntamente com investigações posteriores, revelaram inscrições e vestígios que documentam sua longa história. Governada de forma semiautônoma pela família Rumane a partir do século XIX, Temá foi incorporada definitivamente...

Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. · Imagem: Richard Mortel (CC BY 2.0) ·

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