Comum · Arquitetura
Termas de Tito
Termas de Tito foram um complexo de termas que ficava no Esquilino (monte Ópio) em Roma, numa área atualmente compreendida entre a Via Nicola Salvi, Via delle Terme di Tito e Viale del Monte Oppio. Era uma das termas mais antigas de Roma do tipo chamado "imperial".
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É provável que tenham sido os arquitetos de Nero a inventarem as "termas imperiais", mas os restos das Termas de Nero, no Campo de Marte, são muito raros para que se possa julgar com certeza. Por outro lado, este novo tipo é claramente observável nas Termas de Tito, construído por Tito em 80, na época da inauguração do Coliseu (e terminado durante o reinado de seu irmão Domiciano), possivelmente um rearranjo para uso público dos grandiosos banhos da Casa Dourada de Nero, o que seria coerente com o programa imperial dos imperadores flavianos de devolver ao povo romano o espaço urbano que Nero havia se apropriado. As fontes mencionam uma restauração em 238 e restos dos muros atestam uma reforma na época de Adriano (r. 117-138). Como não há mais notícias dele a partir daí, não é improvável que o complexo todo tenha sido precocemente abandonado com o objetivo de reutilizar o mármore e os materiais de construção em outros edifícios, como palácios e igrejas (como as capelas laterais da Igreja de Jesus ou a grande bacia de pedra reutilizada na fonte do Cortile del Belvedere, no Vaticano). A respeito das termas do tipo republicano (como as Termas Estabianas de Pompeia), a novidade era a fusão do ginásio com as termas propriamente ditas e na organização dos vários ambientes ao longo de um único eixo ao invés de uma simples organização casual dos espaços. Além disto, a presença de um frigidário tornou-se habitual. Os restos das Termas de Tito ainda visíveis são poucos (uma fachada com semicolunas de tijolos e vários pedaços dos muros), mas é possível ter uma ideia precisa da planta graças a um desenho feito por Andrea Palladio no século XVI, quando as ruínas eram muito maiores.
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Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. · Imagem: Rudolf Schürer (CC BY-SA 4.0) ·