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Uria Simango

Político moçambicano

Nº Q4891244 ★★★

Rara · Personalidades

Uria Simango

Político moçambicano

Uria Timóteo Simango (15 de Março de 1926 - 1977?) foi um pastor presbiteriano moçambicano e líder proeminente da Frente de Libertação de Moçambique, FRELIMO, durante a luta de libertação contra o regime colonial português. A data exacta da sua morte é desconhecida, uma vez que foi extra-judicialmente executado (juntamente com vários outros dissidentes da FRELIMO e sua esposa, Celina) pelo governo pós-independência de Samora Machel.

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Uria Timóteo Simango (15 de Março de 1926 - 1977?) foi um pastor presbiteriano moçambicano e líder proeminente da Frente de Libertação de Moçambique, FRELIMO, durante a luta de libertação contra o regime colonial português. A data exacta da sua morte é desconhecida, uma vez que foi extra-judicialmente executado (juntamente com vários outros dissidentes da FRELIMO e sua esposa, Celina) pelo governo pós-independência de Samora Machel. A sua biografia foi publicada em 2004. Simango foi membro fundador da FRELIMO, com estatuto de Vice-Presidente desde a formação desta frente até à data do assassinato do seu primeiro líder, Eduardo Mondlane, em Fevereiro de 1969. Simango sucedeu a Mondlane na liderança da FRELIMO mas, na luta pelo poder após a morte de Mondlane, a sua presidência foi contestada e, em Abril de 1969, acabou por ser substituída pelo triunvirato composto pelo próprio Simango e pelos marxistas de linha dura Samora Machel e Marcelino dos Santos. Nos finais da década de 1960, registaram-se lutas fratricidas no seio da FRELIMO, com vários membros a morrerem por causas não naturais. Ver também Pluralism and Elite Conflict in an Independence Movement: FRELIMO in the 1960s, de Walter C. Opello. O triunvirato não durou muito: Simango foi expulso do Comité Central em 1969, expulsão essa justificada pela publicação da carta do Uria Simango aos 3 de Novembro de 1969, com o título "Situação Sombria na Frelimo". Samora Machel e Marcelino dos Santos assumiram o controlo total da FRELIMO. Em Abril de 1970, Simango fugiu para o Egipto, onde, juntamente com outros dissidentes, como Paulo Gumane (Vice-Secretário Geral fundador da FRELIMO), se tornou líder do Comité Revolucionário de Moçambique (COREMO), um outro pequeno movimento de libertação. Depois da Revolução dos Cravos em Portugal, em 1974, Simango retornou a Moçambique e criou um novo partido político, o "Partido da...

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