Velho do Restelo
Personagem de Os Lusíadas
Nº Q10389599 ★★★
Rara · Personalidades
Velho do Restelo
Personagem de Os Lusíadas
Velho do Restelo é uma personagem introduzida por Luís de Camões entre as estrofes 94 e 104 do canto IV da sua obra Os Lusíadas. O Velho do Restelo é variamente interpretado como símbolo dos pessimistas, dos que não acreditavam no sucesso da epopeia dos Descobrimentos Portugueses, e surge na largada da primeira expedição à Índia com avisos sobre a odisseia que estaria prestes a acontecer: No episódio, narra-se a partida de Vasco da Gama aos mares (a saída do porto, ainda em Portugal).
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Velho do Restelo é uma personagem introduzida por Luís de Camões entre as estrofes 94 e 104 do canto IV da sua obra Os Lusíadas. O Velho do Restelo é variamente interpretado como símbolo dos pessimistas, dos que não acreditavam no sucesso da epopeia dos Descobrimentos Portugueses, e surge na largada da primeira expedição à Índia com avisos sobre a odisseia que estaria prestes a acontecer: No episódio, narra-se a partida de Vasco da Gama aos mares (a saída do porto, ainda em Portugal). Um ancião (o Velho do Restelo) põe-se então a acoimar as viagens e os ocupantes das naus, sob o argumento de que os temerários navegadores, movidos pela cobiça de fama, glória e riquezas, procuravam desastre para si mesmos e para o povo português. Eis a arenga do Velho contra as viagens marítimas: Os Lusíadas, Canto IV, 94-97 Não se sabe ao certo qual o grau de assentimento de Camões à apóstrofe do Velho, havendo certa contradição entre, duma parte, a escrita de uma epopeia de grandes dimensões sobre as navegações, na qual se patenteia claro entusiasmo pelo empreendimento marítimo e, doutra parte, o discurso em questão, bem como alguns outros passos do poema, em que transpiram pessimismo e receio.
Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. · Imagem: Columbano Bordalo Pinheiro (Public domain) ·