Australopithecus africanus

Espécie de australopithecus

Nº Q239272 ★★

Incomum · Natureza

Australopithecus africanus

Espécie de australopithecus

Australopithecus africanus é uma espécie extinta de hominídeo, um australopitecíneo que viveu entre há 2.1 e 3.3 milhões de anos, durante o período conhecido como Pleistoceno. Foi descrita por Raymond Dart em 1924, com base no "Crânio Infantil de Taung", um crânio de um ser jovem que Dart pensou ser o “elo perdido” da evolução entre os símios e os seres humanos.

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Australopithecus africanus é uma espécie extinta de hominídeo, um australopitecíneo que viveu entre há 2.1 e 3.3 milhões de anos, durante o período conhecido como Pleistoceno. Foi descrita por Raymond Dart em 1924, com base no "Crânio Infantil de Taung", um crânio de um ser jovem que Dart pensou ser o “elo perdido” da evolução entre os símios e os seres humanos. O nome origina da região onde foi encontrado, Taung, na África do Sul. Especialistas em evolução do cérebro, têm o chamado de "o fóssil antropológico mais importante do século XX". Outros fósseis do A. africanus foram encontrados em Sterkfontein, Makapansgat, e Gladysvale. Esse fóssil foi estimado em 2.5 milhões de anos, representando uma criança A. africanus de aproximadamente três ou quatro anos, baseado na análise do esmalte dentário. Além disso, possuía o crânio posicionado diretamente acima da coluna, o que indicava uma postura ereta, característica comum nos gêneros Australopithecus e Homo, mas não presente em macacos ou outros primatas. Esse foi o primeiro crânio encontrado de todo gênero Australopithecus. Ele possui um volume craniano de 420-510 cm3, onde os machos possuíam crânios maiores do que as fêmeas. Com machos medindo aproximadamente 140 cm e pesando 40 kg, e as fêmeas 125 cm e 30 kg, são similares ao A. afarensis Dart, que o descreveu na revista Nature, em 1925, considerou ser o achado relativo a uma espécie nova, devido ao pequeno volume do seu crânio, com cerca de 400-500 cm3 , mas com uma dentição relativamente próxima dos humanos e por ter provavelmente tido uma postura vertical, com a região lombar longa e curva, sendo bípede, ainda que andasse com menos eficiência que os humanos atuais. Esta revelação foi muito criticada pelos cientistas da época, entre os quais Sir Arthur Keith e Grafton Elliot Smith, ex-mentores de Dart,...

Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. · Imagem: José Braga; Didier Descouens (CC BY-SA 4.0) ·

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