Incomum · Saberes

Cialotrina

A cialotrina é um composto químico sintético pertencente à classe dos piretroides de quarta geração, amplamente reconhecido na química agrícola e na saúde pública pela sua potente ação inseticida e acaricida de largo espetro. Desenvolvida para mimetizar as propriedades inseticidas naturais das flores de crisântemo, mas com uma estabilidade fotolítica significativamente superior, esta substância atua principalmente como um veneno de contacto e ingestão que afeta o sistema nervoso central e periférico dos artrópodes.

Na Wikipédia

A cialotrina é um composto químico sintético pertencente à classe dos piretroides de quarta geração, amplamente reconhecido na química agrícola e na saúde pública pela sua potente ação inseticida e acaricida de largo espetro. Desenvolvida para mimetizar as propriedades inseticidas naturais das flores de crisântemo, mas com uma estabilidade fotolítica significativamente superior, esta substância atua principalmente como um veneno de contacto e ingestão que afeta o sistema nervoso central e periférico dos artrópodes. O seu mecanismo de ação fundamental baseia-se na modulação dos canais de sódio dependentes de voltagem nas membranas neuronais, impedindo o fecho adequado destes canais após a transmissão de um impulso nervoso, o que resulta em descargas repetitivas hiperexcitatórias, paralisia muscular fulminante e, eventualmente, a morte do organismo-alvo. Devido à sua elevada lipofilicidade, a cialotrina adere firmemente às superfícies cuticulares dos insetos e à folhagem das plantas, proporcionando um efeito de choque imediato (knockdown) e uma persistência residual prolongada que a torna eficaz no controlo de uma vasta gama de pragas, incluindo lagartas, pulgões, escaravelhos e diversos vetores de doenças. No âmbito das suas aplicações práticas e características físico-químicas, a cialotrina é frequentemente comercializada na sua forma isomérica mais ativa, a lambdacialotrina, que apresenta uma eficácia biológica superior com dosagens proporcionalmente menores, minimizando assim o impacto ambiental imediato por unidade de área tratada. A sua utilização estende-se desde a proteção de grandes culturas anuais, como o milho, a soja e o algodão, até ao controlo estrutural de pragas em ambientes urbanos e à impregnação de redes mosquiteiras em programas de combate à malária e ao vírus da zica. No entanto, apesar da sua baixa toxicidade relativa para mamíferos e aves — devido à rápida metabolização e excreção nestes organismos — a substância é extremamente tóxica para organismos aquáticos, como peixes e invertebrados, e para polinizadores como as...

Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. · Imagem: Michael D. Turnbull (Public domain) ·

Cartas próximas

Abrir

…

Toca para fechar

…

Confirmação