Orrorin

O Orrorin era um gênero de hominídeo, assim como boa parte dos gêneros de hominídeo encontra-se extinto. O nome foi dado pelos descobridores que encontraram os fósseis do animal na região de Tugen Hills no Quênia. São datados de, aproximadamente, 6 milhões de anos (Mioceno).

Nº Q16522261 ★★

Incomum · Natureza

Orrorin

O Orrorin era um gênero de hominídeo, assim como boa parte dos gêneros de hominídeo encontra-se extinto. O nome foi dado pelos descobridores que encontraram os fósseis do animal na região de Tugen Hills no Quênia. São datados de, aproximadamente, 6 milhões de anos (Mioceno).

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O Orrorin era um gênero de hominídeo, assim como boa parte dos gêneros de hominídeo encontra-se extinto. O nome foi dado pelos descobridores que encontraram os fósseis do animal na região de Tugen Hills no Quênia. São datados de, aproximadamente, 6 milhões de anos (Mioceno). Os fósseis encontrados até agora são de, no mínimo, 5 indivíduos. Eles incluem um fêmur, sugerindo que o Orrorin andava de forma ereta; um úmero direito, sugerindo habilidades de escalador, mas não de braquiação; e dentes que sugerem uma dieta parecida com a dos humanos modernos. Os molares maiores e os pequenos caninos sugerem que o Orrorin comia principalmente frutas, vegetais e, ocasionalmente, carne. Essa espécie tinha, aproximadamente, o mesmo tamanho que o Ardipithecus, e pouco menor que o Australopithecus; por outro lado as características de sua dentição o colocam com caracteres símios, como a de uma fêmea de chimpanzé. O grupo que encontrou esses fósseis em 2000 teve entre seus integrantes Martin Pickford (da Expedição de Paleontologia do Quênia - KPE -da sigla em inglês) e Brigitte Senut do Museu de História Natural de Paris, que afirmaram ser o Orrorin claramente um hominídeo; baseado nisso, sugeriram que a separação entre hominídeos e outros grandes macacos africanos ocorrera há aproximadamente 7 a 9 milhões de anos. Essa data coloca o Orrorin cerca de 1,5 milhão de anos mais antigo do que o hominídeo mais antigo até então, o Ardipithecus ramidus. Essa datação de 6 milhões de anos estaria dentro da faixa estabelecida pelo relógio molecular para a separação entre hominídeos e símios, período em que deve ter existido um ancestral comum entre o ser humano e os símios africanos.

Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. · Imagem: it:User:Lucius (CC BY-SA 3.0) ·

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