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Stromatoporoidea
Os Stromatoporoidea constituem uma classe extinta de organismos marinhos sésseis, tradicionalmente classificados como uma ordem de hidrozoários, mas atualmente reconhecidos pela maioria dos especialistas como um grupo especializado de esponjas calcárias pertencentes à classe Demospongiae. Estes organismos foram componentes fundamentais dos ecossistemas de recife durante grande parte da Era Paleozoica, particularmente desde o Ordovícico Médio até ao final do Devónico, período em que atingiram o seu apogeu em termos de diversidade e biomassa.
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Os Stromatoporoidea constituem uma classe extinta de organismos marinhos sésseis, tradicionalmente classificados como uma ordem de hidrozoários, mas atualmente reconhecidos pela maioria dos especialistas como um grupo especializado de esponjas calcárias pertencentes à classe Demospongiae. Estes organismos foram componentes fundamentais dos ecossistemas de recife durante grande parte da Era Paleozoica, particularmente desde o Ordovícico Médio até ao final do Devónico, período em que atingiram o seu apogeu em termos de diversidade e biomassa. A sua estrutura esquelética, composta por carbonato de cálcio (geralmente sob a forma de calcite ou aragonite), caracteriza-se por um padrão complexo de camadas horizontais denominadas lâminas e suportes verticais conhecidos como pilares, que em conjunto formam um retículo tridimensional denso e resistente. Esta arquitetura permitia-lhes construir estruturas maciças, laminares ou dendríticas que podiam atingir vários metros de diâmetro, servindo de base sólida para a colonização de outros organismos marinhos e contribuindo significativamente para a estabilidade geológica das margens continentais antigas. A morfologia interna dos estromatoporoides é o principal critério utilizado para a sua classificação taxonómica e compreensão paleobiológica, destacando-se a presença frequente de estruturas ramificadas denominadas astrorrizas. Estas astrorrizas consistem em canais estelares que se irradiam a partir de centros específicos na superfície do esqueleto (o cenósteo) e são interpretadas como parte do sistema exalante de canais aquíferos, semelhante ao que se observa nas esponjas modernas do grupo das esclerospongias. Além das lâminas e pilares, o tecido esquelético pode apresentar galerias, que eram os espaços moles ocupados pelo organismo vivo, e pequenas elevações superficiais chamadas mamelões. A variabilidade na forma de crescimento destes organismos era extremamente alta e dependia fortemente de fatores ambientais como a energia hidrodinâmica, a taxa de sedimentação e a profundidade da água, o que torna os estromatoporoides excelentes indicadores paleoecológicos para a reconstrução de ambientes marinhos pretéritos. Durante o período devónico, os estromatoporoides, em simbiose ou coexistência com corais tabulados e rugosos, formaram os maiores complexos recifais da história da Terra, alguns dos quais se estendiam por centenas de quilómetros, como os observados atualmente em afloramentos na Austrália, Europa e América do Norte. No entanto, o grupo sofreu um declínio drástico durante a crise de extinção do Devónico Superior (evento Kellwasser), perdendo a sua posição de dominância ecológica.
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